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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Resenha | A Dança da Morte, de Stephen King



SINOPSE
Após um erro de computador no Departamento de Defesa, um milhão de contatos casuais formam uma cadeia de morte: é assim que o mundo acaba. O que surge é um árido lugar, privado de suas instituições e esvaziado de 99% de sua população. Um lugar onde sobreviventes em pânico escolhem seus lados - ou são escolhidos por eles. Onde os bons se apoiam nos ombros frágeis de Mãe Abagail, com seus 108 anos de idade, e os piores pesadelos do mal estão incorporados em um indivíduo de poderes indizíveis: Randall Flagg, o homem escuro.
Valendo-se da imaginação sem limites que caracteriza sua obra, King criou uma história épica sobre o fim da civilização e a eterna batalha entre o bem e o mal. Com sua complexidade moral, seu ritmo eletrizante e suas incríveis profundidade e variedade de personagens, A dança da morte merece um lugar entre os clássicos da literatura popular contemporânea.
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E a gente começa o ano como? Lendo um belo calhamaço do mestre Stephen King!!! Fazia muito tempo que eu queria ler esse livro, principalmente porque muitos fãs o autor comentam que esse é o melhor livro dele. Como finalmente perdi a preguiça de ler livros grandes, resolvi encará-lo logo no começo do ano. Foram 24 dias de uma leitura apaixonante e até agora sinto falta da trama e dos personagens. Sem mais delongas, vamos aos fatos...

O livro é dividido em três partes. Na primeira, acompanhamos a transmissão do vírus da "supergripe" por todos os Estados Unidos após uma falha de segurança no Departamento de Defesa, provocando a morte de 99% da população. Na segunda parte, os sobreviventes partem em busca de seus pares remanescentes; é nesse momento que percebemos uma divisão entre "bem" e "mal". Na terceira parte há o desfecho do conflito entre esses dois lados.

Sobre construção de personagens, não tenho nem o que falar, Stephen King é mestre nesse assunto. Ele contextualiza e descreve tão bem seus personagens que chega a ser sacanagem. Sem contar que ele sabe muito bem como nos fazer odiar determinadas pessoas. Aliás, Randall Flagg é o legítimo vilão da porr@!! É impressionante como ele manipula sutilmente aqueles que considera importantes para seus planos e como os descarta facilmente quando não lhe servem mais. Chocante de tão cruel. Mas devo dizer que meu personagem favorito de todos é o Kojak, o catioro mais fofo, fiel e prestativo desse universo literário!! ♥ Minha única crítica em relação aos personagens tem a ver com a representação feminina. Tirando Mãe Abagail, que é a senhora suprema da Terra (kkkkkkk), as mulheres desse livro são muito "fracas": choronas, dependentes dos homens, cheias do famoso mimimi. Toda a aventura acontece para os personagens masculinos, o que é uma pena. Stephen King poderia ter feito muito melhor... :'(

Quanto à narrativa, muitos leitores alegam que a trama é bem lenta, com muita enrolação, principalmente na primeira parte. Honestamente, tirando a questão das personagens femininas, eu não mudaria uma vírgula sequer nesse livro. Achei muito interessante acompanhar a evolução do vírus, como cada contato breve e casual era capaz de transmitir a doença para cada vez mais pessoas e como isso matou 99% da população tão rápido. Além disso, foi muito relevante e enriquecedor para a história acompanhar a jornada dos sobreviventes em busca de mais pessoas e suas tentativas de retomar a sociedade (aliás, os discursos de Glen Bateman, o sociólogo, eram ótimos). Cada ponto levantado na obra, por mais simples que fosse, foi muito bem amarrado no final. Muito importante perceber como cada decisão, aparentemente insignificante, que uma pessoa toma num local afeta diretamente outro (às vezes de maneira drástica).

Eu achei esse livro incrível!! Estou no time que acha que essa é, sim, a melhor obra de Stephen King (não que eu tenha lido muitas até o momento, mas tudo bem). Recomendo fortemente a leitura, não tenham medo do tamanho. Vale cada página!

Até a próxima!
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INFORMAÇÕES GERAIS:
Título da obra: A Dança da Morte
Autor(a): Stephen King
Ano da edição lida: 2013 
Editora: Suma de Letras
Páginas: 1248
Classificação: ✯✯ 

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Top 5 | Livros do Stephen King que quero ler em 2018



E na primeira postagem do ano escolhi dois temas que AMO muito: metas literárias e Stephen King! Tem como começar melhor 2018??? :D

Antes de mais nada, quero desejar a todos um Feliz Ano Novo, que 2018 seja um ano incrível!

No ano passado eu fiz uma lista com os cinco livros do Stephen King que eu queria ler em 2017 e, pasmem, EU CUMPRI A META!!! Fiquei tão animada que resolvi repetir a dose neste ano. Bora conferir? Os livros não estão em ordem de leitura (eu acho kkkkkkkk).
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1. A DANÇA DA MORTE

SINOPSE: Após um erro de computador no Departamento de Defesa, um milhão de contatos casuais formam uma cadeia de morte: é assim que o mundo acaba. O que surge é um árido lugar, privado de suas instituições e esvaziado de 99% de sua população. Um lugar onde sobreviventes em pânico escolhem seus lados - ou são escolhidos por eles. Onde os bons se apoiam nos ombros frágeis de Mãe Abagail, com seus 108 anos de idade, e os piores pesadelos do mal estão incorporados em um indivíduo de poderes indizíveis: Randall Flagg, o homem escuro.
Valendo-se da imaginação sem limites que caracteriza sua obra, King criou uma história épica sobre o fim da civilização e a eterna batalha entre o bem e o mal. Com sua complexidade moral, seu ritmo eletrizante e suas incríveis profundidade e variedade de personagens, A dança da morte merece um lugar entre os clássicos da literatura popular contemporânea.



2. SALEM

SINOPSE: Ambientado na cidadezinha de Jerusalem's Lot, na Nova Inglaterra, o romance conta a história de três forasteiros. Ben Mears, um escritor que viveu alguns anos na cidade quando criança e está disposto a acertar contas com o próprio passado; Mark Petrie, um menino obcecado por monstros e filmes de terror; e o Senhor Barlow, uma figura misteriosa que decide abrir uma loja na cidade.
Após a chegada desses forasteiros, fatos inexplicáveis vêm perturbar a rotina provinciana de Jerusalem's Lot: uma criança é encontrada morta; habitantes começam a desaparecer sem deixar vestígios ou sucumbem a uma estranha doença. A morte passa a envolver a pequena cidade com seu toque maléfico e Ben e Mark são obrigados a escolher o único caminho que resta aos sobreviventes da praga: fugir.
Mas isso não será tão simples, os destinos de Ben, Mark, Barlow e Jerusalem's Lot estão agora para sempre interligados. E é chegada a hora do inevitável acerto de contas.



3. DOUTOR SONO

SINOPSE: Mais de trinta anos depois, Stephen King revela a seus leitores o que aconteceu a Danny Torrance, o garoto no centro de O iluminado, depois de sua terrível experiência no Overlook Hotel. Em Doutor Sono, King dá continuidade a essa história, contando a vida de Dan, agora um homem de meia-idade, e Abra Stone, uma menina de 12 anos com um grande poder. Seus destinos se cruzam com uma tribo chamada Verdadeiro Nó, que viaja em trailers pelas rodovias da América. Eles parecem inofensivos - em sua maioria idosos, com roupas fora de moda, vivendo vidas nômades. Mas como Dan sabe, e Abra logo irá descobrir, o Verdadeiro Nó é um grupo quase imortal, que se alimenta do vapor exalado por crianças iluminadas quando são lentamente torturadas até a morte.



4. CUJO

SINOPSE: Frank Dodd está morto e a cidade de Castle Rock pode ficar em paz novamente. O serial killer que aterrorizou o local por anos agora é apenas uma lenda urbana, usada para assustar criancinhas. Exceto para Tad Trenton, para quem Dodd é tudo, menos uma lenda. O espírito do assassino o observa da porta entreaberta do closet, todas as noites.
Nos limites da cidade, Cujo – um são Bernardo de noventa quilos, que pertence à família Camber – se distrai perseguindo um coelho para dentro de um buraco, onde é mordido por um morcego raivoso. A transformação de Cujo, como ele incorpora o pior pesado de Tad Trenton e de sua mãe e como destrói a vida de todos a sua volta, é o que faz deste um dos livros mais assustadores e emocionantes de Stephen King.



5. NOVEMBRO DE 63

SINOPSE: A vida pode mudar num instante e dar uma guinada extraordinária. É o que acontece com Jake Epping, um professor de inglês de uma cidade do Maine. Enquanto corrigia as redações dos seus alunos do supletivo, Jake se depara com um texto brutal e fascinante, escrito pelo faxineiro Harry Dunning. Cinquenta anos atrás, Harry sobreviveu à noite em que seu pai massacrou toda a família com uma marreta. Jake fica em choque... mas um segredo ainda mais bizarro surge quando Al, dono da lanchonete da cidade, recruta Jake para assumir a missão que se tornou sua obsessão: deter o assassinato de John Kennedy. Al mostra a Jake como isso pode ser possível: entrando por um portal na despensa da lanchonete, assim chegando ao ano de 1958, o tempo de Eisenhower e Elvis, carrões vermelhos, meias soquete e fumaça de cigarro.
Após interferir no massacre da família Dunning, Jake inicia uma nova vida na calorosa cidadezinha de Jodie, no Texas. Mas todas as curvas dessa estrada levam ao solitário e problemático Lee Harvey Oswald. O curso da história está prestes a ser desviado... com consequências imprevisíveis.
Em Novembro de 63 a viagem no tempo nunca foi tão plausível... e aterrorizante.
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É provável que eu leia mais livros do Stephen King em 2018, mas esses são os que eu realmente "preciso" ler, já que coloquei na meta! :D

Já comecei A dança da morte e espero trazer resenha para vocês em breve, mas não tão breve assim, já que esse calhamaço tem 1248 páginas e eu sou lerda! kkkkkkkk

E vocês, o que colocaram na meta de 2018? Tem algum do Stephen King? Me conta nos comentários que eu vou adorar saber...

Até a próxima!

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Resenha | O Assassino das Sombras, de Matthew Scott Hansen


SINOPSE
Inspirado na lenda do Pé Grande, Matthew Scott Hansen faz o leitor pensar duas vezes antes de acampar. É que em seu primeiro romance o camping se torna um pesadelo. Nas montanhas do noroeste dos Estados Unidos, perto de Seattle, aventureiros descuidados provocam um enorme incêndio florestal – o que desencadeia uma sangrenta vingança. Morador da floresta, um gigantesco primata de espécie desconhecida começa a caçar os visitantes.
À medida que as pessoas começam a sumir das florestas próximas, o ex-magnata do software Ty Greenwood põe em risco a carreira, a fortuna e a família para descobrir por quê. Atormentado por seu próprio encontro com uma criatura semelhante três anos antes, Ty vê seu passado colidir com o que desconfia estar acontecendo. Dessa vez, porém, não percebe que as apostas são muito mais altas.
Em sua busca por dois dos desaparecidos, o inspetor do Departamento do Xerife de Snohomish Mac Schneider descobre uma pegada enorme. Seria uma falsificação, ou haveria na floresta algo que se deva de fato temer? Apesar dos indícios que vão se acumulando, Mac tem medo de ser ridicularizado, e reluta em revelar que o mito pode, na verdade, ser uma aterradora realidade.
Junta-se à busca um velho ator índio que carrega um segredo perturbador: um importante personagem tem uma conexão mística com o monstro. Será que eles conseguirão pôr fim à sua ira mortífera antes de o primata assassino destruir tudo que lhes é mais caro?
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Sinceramente, acho que fazia um SETE anos que esse livro estava parado na minha estante. Infelizmente, tive uma fase muito consumista em relação a livros e nem sempre avaliava direito o que comprava; adquiria apenas porque estava em promoção. Felizmente melhorei muito nesse aspecto e, melhor ainda, resolvi finalmente desencalhar essa belezinha. Já adianto uma coisa: o dinheiro gasto valeu a pena!

NARRATIVA: O texto é fluido e dividido em capítulos curtos, facilitando a leitura. A narração é feita em terceira pessoa e sob vários pontos de vista, o que dá ao leitor uma visão ampla da trama. Considerei algumas passagens desnecessárias, mas no geral não há enrolação; pode-se dizer que o conteúdo é objetivo.

PERSONAGENS: Alguns personagens são muito interessantes, como Ben Campbell (o índio), a criatura desconhecida e Ty Greenwood. A única evolução perceptível é a do monstro, mas não num sentido muito bom: a cada página ele vai ficando mais e mais violento; seus pontos de vista acrescentam muito à obra, criando verdadeiros momentos de tensão. Ben Campbell e Ty Greenwood possuem ligações com esse primata, embora de naturezas bem diferentes; acredito que é essa relação, devidamente explicada, que faz com que esses personagens se tornem especiais. Por outro lado, alguns personagens são um pé no saco. Fiquei profundamente chateada com o desenvolvimento de Kris Walker, a repórter bonitona e sem escrúpulos, porque já estou cansada de encontrar esse tipo de papel para a mulher na literatura: a gostosa que venceu na vida transando com as pessoas certas, que não mede esforços para conseguir o que quer e não se importa com ninguém porque já sofreu muito na vida. Me poupe.

A TRAMA: O livro é inspirado na lenda do Pé-Grande, portanto, não há nenhum mistério sobre o que está rondando a floresta. O grande X da questão é saber como e se essa criatura será capturada e quanto mal ela fará até lá. Algumas cenas de ataque são bem detalhadas, portanto, não recomendo a leitura para uma pessoa sensível. O final me deixou um pouco insatisfeita, pois achei inverossímel dadas às circunstâncias, mas tudo bem, nada que comprometa a história.

Concluindo: recomendo a leitura, exceto se você for uma pessoa sensível a descrições um pouco violentas. Apesar do desenvolvimento insatisfatório de alguns personagens e de um final levemente inverossível, o livro é muito bom!

Até a próxima, pessoal!


Informações gerais
Título da obra: O Assassino das Sombras
Autor(a): Matthew Scott Hansen
Ano da edição lida: 2007 
Editora: Objetiva/Suma de Letras
Páginas: 539
Classificação: ✯✯✯✯

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Resenha | O Iluminado, de Stephen King


SINOPSE
Danny Torrance não é um menino comum. É capaz de ouvir pensamentos e transportar-se no tempo. Danny é iluminado. Será uma maldição ou uma bênção? A resposta pode estar guardada na imponência assustadora do Hotel Overlook.
Quando Jack Torrance consegue o emprego de zelador no velho hotel, todos os problemas da família parecem estar solucionados. Não mais o desemprego e as noites de bebedeira. Não mais o sofrimento da esposa, Wendy. Tranquilidade e ar puro para o pequeno Danny se livrar das convulsões que assustam a família.
Só que o Overlook não é um hotel comum. O tempo se esqueceu de enterrar velhos ódios e de cicatrizar antigas feridas, e espíritos malignos ainda residem nos corredores. O hotel é uma chaga aberta de ressentimento e desejo de vingança. É uma sentença de morte. E somente os poderes de Danny podem fazer frente à disseminação do mal.
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Se você acompanha o blog há algum tempo ou, sem querer, se deparou com uma resenha de livro que virou filme, já sabe o que vou dizer, né? Não, eu nunca vi esse filme. Sim, eu tenho um pouco de vergonha de ter lido esse clássico do mestre King só agora, mas antes tarde do que mais tarde ainda, né?

Na trama, Jack Torrance é contratado para a função de zelador do Hotel Overlook, uma construção antiga e imponente que fica no meio do nada. Ele assume a função na temporada de inverno e sabe que em algum momento ficará preso pela neve (que perspectiva adorável! muito seguro!). Sua esposa Wendy e seu filho Danny vão com ele. O garotinho é iluminado, ou seja, é capaz de ouvir pensamentos e "prever o futuro". Suas habilidades serão um combustível para o Hotel (é isso mesmo que você leu, coleguinha) e coisas muito sinistras acontecerão após a sua chegada.

Logo no primeiro capítulo eu já decidi que não gostava de Jack Torrance. Talvez tenha sido seu gênio incontrolável ou sua obsessão em pensar nas bebidas alcoólicas que já lhe causaram tantos problemas, mas o fato é que ele poderia ter se tornado papa e mesmo assim eu o teria desprezado. Aliás, Stephen King tem o dom de criar personagens insuportáveis. Ou eu é que sou chata mesmo. Mas reconheço que sem esse ser problemático, a história não teria existido.

É de conhecimento (quase) geral que Stephen King adora uma embromation e em O Iluminado não foi diferente. O começo é arrastado, mas não achei chato. Tenho um nível elevado de tolerância quando se trata desse autor, provavelmente por ter 99% de certeza de que vai valer a pena no final. No caso desse livro, nós acompanhamos detalhadamente como o Overlook se fortalece aos poucos, como as mentes dos personagens são afetadas dia após dia, ou seja, temos plena noção de tudo o que está acontecendo, quem pensa o quê, quem desconfia do quê e assim por diante. Os eventos sinistros são realmente assustadores, eu me colocava no lugar deles e ficava tensa. Foi impressionante! (pelo menos para mim, pois já conversei com pessoas que riram do meu medo, vejam só que deprimente).

Danny Torrance é um personagem adorável, mora no meu ♥. Fiquei muito triste por tudo o que estava acontecendo com ele (até mesmo antes de irem para o Hotel). Wendy me pareceu bem real: consegui me conectar com ela e entender seus medos, frustrações e sentimentos não muito nobres. Hallorann, o cozinheiro do Overlook, também foi um personagem de destaque para mim.

Eu até ia dizer que o final foi muito apressado, principalmente se levarmos em consideração o tanto que o autor "enrolou" antes de fazer o circo pegar fogo, mas a verdade é que eu devorei o livro nas 150 últimas páginas, então não sei se essa minha impressão é acurada. kkkkkkk De toda forma, gostei muito do desfecho. Foi impactante. Este é, com certeza, um dos melhores livros que li na vida. Recomendo demais a leitura!

Obs.: Eu sei que Doutor Sono não é uma continuação direta, mas mesmo assim fiquei curiosa para lê-lo. Talvez eu faça isso em 2018, se a curiosidade não falar mais alto...

Até a próxima, pessoal!


Informações gerais 
Título da obra: O Iluminado
Autor(a): Stephen King
Ano da edição lida: 2012
Editora: Suma de Letras
Páginas: 464
Classificação: ✯✯✯✯✯

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Resenha | O Cemitério, de Stephen King


SINOPSE
Louis Creed, um jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar naquela pequena cidade do Maine. A boa casa, o trabalho na universidade, a felicidade da esposa e dos filhos lhe trazem a certeza de que fez a melhor escolha. Num dos primeiros passeios familiares para explorar a região, conhecem um "simitério" no bosque próximo a sua casa. Ali, gerações e gerações de crianças enterraram seus animais de estimação.
Para além dos pequenos túmulos, onde letras infantis registram seu primeiro contato com a morte, há, no entanto, um outro cemitério. Uma terra maligna que atrai pessoas com promessas sedutoras e onde forças estranhas são capazes de tornar real o que sempre pareceu impossível.
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Louis Creed acaba de chegar a Ludlow, uma pequena cidade do Maine, para trabalhar como médico na universidade da região. Sua família veio junto e está muito empolgada com a mudança: Rachel é a esposa e seus filhos são Ellie e Gage. No primeiro dia na nova residência, eles conhecem Jud Crandall, um senhor muito simpático que vive com sua esposa, Norma, na casa da frente.

Numa breve excursão, Jud Crandall leva a família Creed para conhecer o 'simitério' de bichos, o local no qual as crianças da região enterram seus bichinhos de estimação. Após voltarem para casa, Ellie fica muito preocupada com a possibilidade de seu gato, Churchill, morrer. Ela chora bastante e Louis tenta confortá-la da melhor forma possível. É a primeira vez que ela tem contato com a morte, ainda que indiretamente, pois este é um assunto proibido na família devido aos traumas que Rachel sofreu na infância.

Não preciso nem dizer que o gato dela morre, né? Isso não é spoiler, está na contracapa do livro. Para tentar resolver o problema, já que ele não quer contar a Ellie que seu maior temor se concretizou, Louis vai além do recomendado para contornar a situação. Quando uma nova tragédia recai sobre sua família, o livro finalmente mostra a que veio.

Esta é muito mais do que uma história de terror. É uma história sobre morte, luto, sobre como cada um lida com a dor de forma diferente e sobre como ela testa os limites entre sanidade e loucura. O começo é meio arrastado, mas isso não é uma coisa ruim. Stephen King é um dos poucos autores que consegue "enrolar" com maestria. É melhor não se preocupar com a velocidade dos acontecimentos e absorver cada palavra. O Cemitério é uma obra-prima.

As descrições dos cemitérios e do caminho que é feito para chegar até lá são muito sinistras, dá calafrios só de se imaginar naquele local. Eu não cheguei a ter pesadelos com o livro, mas que é perturbador, ah, isso é. Louis Creed foi um personagem que me despertou emoções controversas: ao mesmo tempo em que eu sentia raiva, eu sentia pena e tentava me colocar no lugar dele. Achei isso ótimo, tive muito em que pensar durante a leitura.

E o final? Alguém pode me explicar o que foi aquele final??? Simplesmente sensacional! Recomendo muito a leitura para quem gosta do gênero. É um Clássico, com C maiúsculo!!!

Até a próxima, pessoal!


Informações gerais 
Título da obra: O Cemitério
Autor(a): Stephen King
Ano da edição lida: 2013
Editora: Suma de Letras
Páginas: 424
Classificação: ✯✯✯✯✯

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Resenha | Sob a redoma, de Stephen King

SINOPSE
Era um dia como outro qualquer em Chester's Mill, no Maine. Subitamente, a cidade é isolada do resto do mundo por um campo de força invisível. Aviões explodem quando tentam atravessá-lo e pessoas trabalhando em cidades vizinhas são separadas de suas famílias. Ninguém consegue entender o que é esta barreira, de onde ela veio e quando - ou se - ela irá desaparecer.
Dale Barbara, veterano da guerra do Iraque, se une a um grupo de moradores da cidade para manter a situação sob controle. A força de oposição é representada por Big Jim Rennie, um político que está disposto a tudo - até matar - para continuar no poder, e seu filho, que guarda a sete chaves um horrível segredo.
Mas essa não é a única preocupação dos habitantes. O isolamento expõe os medos e as ambições de cada um, até os sentimentos mais reprimidos. Assim, enquanto correm contra o pouco tempo que têm para descobrir a origem da redoma e uma forma de desfazê-la, ainda terão de combater a crueldade humana em sua forma mais primitiva. Sob a redoma é um thriller arrebatador e uma inquietante reflexão sobre nossa própria potencialidade para o bem e o mal.
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- A Constituição foi cancelada em Mill - disse Junior, sem a mínima ideia de que era uma profecia. (p.178)

- A natureza humana pode ser destrutiva. Me diz, você acha que uma cidade é como um corpo?
- Acho - disse Julia instantaneamente.
- Será que ela diz que sente dor pra que o cérebro receba a droga que quer?
Julia pensou e fez que sim.
- Acho.
- E nesse momento Big Jim Rennie é o cérebro da cidade, não é?
- É, querida. Eu diria que é. (p.736) 

Sob a redoma foi o primeiro livro do Stephen King que li na vida (desonra!!!) e também foi minha primeira leitura de 2017. Comecei minhas aventuras literárias com o pé direito, mas profundamente arrependida por ter demorado tanto para ler essa obra: foram mais de três anos enrolando! :( Sem mais delongas, vamos à resenha:

A trama começa com a descrição de mais um dia normal em Chester's Mill, até que um campo de força misterioso cai nas fronteiras da cidade, isolando-a do resto do mundo. Acidentes gravíssimos acontecem no momento da queda e até mesmo depois, provocando várias mortes e, na "melhor" das hipóteses, sérios ferimentos. Ninguém entra, ninguém sai. Não se sabe de onde essa redoma veio, do que é feita, quando vai sumir ou quem ou o quê a causou. A população, a princípio, fica meio letárgica, desorientada, sem saber muito bem quais as consequências de tal fenômeno, e certas pessoas farão de tudo para manipulá-la.

De um lado temos Big Jim Rennie, segundo vereador, que pretende usar a redoma para tomar o poder e transformar Chester's Mill em uma ditadura de dar inveja. Se unem a ele seu filho, Junior Rennie, e muitos outros comparsas (seja por ignorância, mau caratismo ou medo). Do outro lado temos Dale Barbara, um veterano de guerra do Iraque, Julia Shumway, proprietária do jornal local, e vários outros moradores que se juntam para tentar manter tudo sob controle.

Embora o livro tenha 960 páginas, ele não é cansativo e nem prolixo. King descreve os acontecimentos com tanta maestria que você se sente parte da história, parece que você está realmente vendo o que está acontecendo. Um dos méritos do autor foi ter trabalhado com tantos personagens sem se perder no meio deles. Quando vi a lista de pessoas que estavam presentes no Dia da Redoma (foi como ficou conhecido o dia em que a redoma caiu), levei um susto: tinha muuuuita gente listada e ainda nem eram todas. Mas no fim quase nem consultei a lista: o autor conseguiu dar a devida atenção a cada um dos personagens e trabalhá-los de forma organizada.

O foco da trama, inclusive, nem é a redoma, mas sim o efeito que ela causa nas pessoas. O pânico torna os moradores muito mais suscetíveis a acreditar em qualquer baboseira, mesmo que elas não façam o menor sentido numa análise mais apurada. Além disso, a sensação de impunidade por estar isolado do resto do mundo faz com que o ser humano desperte o seu lado mais sombrio e malévolo. Os antagonistas desse livro me fizeram sentir um ódio visceral, eu tinha vontade de dar na cara dessa gente ridícula (peguei leve para não chocar vocês :/).

A narração tem um ritmo eletrizante; embora toda a história se passe em apenas uma semana, muitas coisas acontecem em um único dia. Tem muita ação, crueldade, carnificina. É um livro que, com certeza, não vai deixar o leitor entediado. Além de tudo isso, ainda nos passa, mesmo que discretamente, uma mensagem de consciência ambiental: Chester's Mill, em menos de uma semana, já começava a sentir os efeitos da poluição, principalmente dos carros, já que o ar não circulava muito bem entre o lado interno e externo da redoma. Em se tratando de planeta Terra, não existe "lado de fora", portanto, um dia teremos que pagar o preço por nossa 'irresponsabilidade ambiental'.

A única coisa que me deixou chateada foi o final. Eu já tinha lido muita gente criticando os finais que o autor costuma dar para seus livros, mas eu não imaginava que esse, especificamente, fosse tão sem noção. É claro que isso NÃO tira o mérito do livro, que é absolutamente sensacional, e também não vai me impedir de dar nota máxima para ele, mas que foi decepcionante, ah, isso foi! :(

E pra finalizar, por favor, gente, leiam esse livro! Com certeza ele me convenceu a ler muitas outras obras do autor.

Até a próxima, pessoal!


Informações gerais
Título da obra: Sob a redoma
Autor(a): Stephen King
Ano da edição lida: 2012
Editora: Suma de Letras
Páginas: 960
Classificação: ✯✯✯✯✯

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Resenha | A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells


SINOPSE
Eles vieram do espaço. Eles vieram de Marte. Com tripés biomecânicos gigantes, querem conquistar a Terra e manter os humanos como escravos. Nenhuma tecnologia terrestre parece ser capaz de conter a expansão do terror pelo planeta. É o começo da guerra mais importante da história. Como a humanidade poderá resistir à investida de um potencial bélico tão superior?
Publicado pela primeira vez em 1898, A Guerra dos Mundos aterrorizou e divertiu muitas gerações de leitores. Esta edição especial contém as ilustrações originais criadas em 1906 por Henrique Alvim Corrêa, brasileiro radicado na Bélgica. Conta também com um prefácio escrito por Braulio Tavares, uma introdução de Brian Aldiss, membro da H. G. Wells Society, e uma entrevista com H. G. Wells e o famoso cineasta Orson Welles, responsável pelo sucesso radiofônico de A Guerra dos Mundos em 1938. Esta pode ser considerada a edição definitiva para fãs de Wells.

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Os marcianos somos nós, amanhã, quando a atmosfera do nosso planeta finalmente estiver irrespirável, quando tivermos esgotado todos os lençóis de água potável, quando o desequilíbrio entre as espécies animais e vegetais tiver precipitado sua extinção. Será a nossa vez de olhar em torno à procura de um ecossistema habitável. Certamente vamos fazê-lo um dia com os mesmos "intelectos vastos, frios e insensíveis" que Wells nos apresenta na página inicial do romance.
- Braulio Tavares (Prefácio, p.14-15)

Meu primeiro contato com o enredo de A Guerra dos Mundos foi através do filme de 2005 (Guerra dos Mundos), dirigido por Steven Spielberg e estrelado por Tom Cruise e Dakota Fanning. Para ser bem sincera, já não lembro de quase nada desse filme, mas sei que gostei bastante. Na época eu nem sabia que tinha sido baseado num livro (na verdade, só fiquei sabendo da existência dele no ano passado, graças a essa edição lindíssima da Suma de Letras). Por ter memória curta, não saberei comparar livro e filme, portanto, a partir do próximo parágrafo só falarei da obra literária.

Na trama, os marcianos chegam à Terra através de cilindros metálicos (nos arredores de Londres). Os humanos veem esses objetos caindo na superfície do planeta, mas nem fazem ideia do que se trata. Quando descobrem que são alienígenas, preparam um comitê de boas vindas, mas os visitantes não querem nem saber. Não estão aqui a passeio. Conhecedores avançados de tecnologia, os marcianos vieram armados com enormes tripés biomecânicos e armas de raios de calor e saem destruindo tudo o que cruzam seu caminho.

O objetivo fica claro: querem destruir os humanos e colonizar a Terra. A situação em Marte ficou bem complicada (atmosfera irrespirável, escassez de recursos etc.), portanto, estão em busca de um outro local no qual seu povo pode ficar a salvo. Nada do que os terráqueos tentam fazer para detê-los parece funcionar, sendo assim, A Guerra dos Mundos já parece ter o seu vencedor.

O livro é narrado por um homem que estava presente durante quase todos os acontecimentos, mas não sabemos o seu nome. Isso deixa a trama bem interessante, pois da forma como ela foi construída e narrada, esse homem poderia ser qualquer um de nós. A descrição do ambiente, principalmente quando ele está ficando parecido com Marte, é bem sombria; foi uma das partes que mais gostei da história.

Em alguns momentos, a narração ficou bem maçante, mas nada que comprometa o livro. H. G. Wells foi bem visionário ao descrever a tecnologia dos marcianos; está claro que ele estava bem à frente do seu tempo. Para quem gosta de ficção científica, esta é praticamente uma leitura obrigatória.

Uma coisa que me chamou a atenção na obra foi o paralelo entre a destruição causada pelos marcianos aos humanos e a destruição que nós mesmos infringimos a outras espécies. Destaco o seguinte trecho:

Mas, antes de os julgarmos com muita severidade, lembremos a destruição cruel e completa que nossa própria espécie impôs não só a animais, como os extintos bisões e dodôs, mas a suas próprias raças menores. Os tasmanianos, apesar da aparência humana, foram inteiramente dizimados numa guerra de extermínio promovida por imigrantes europeus no espaço de cinquenta anos. Será que somos realmente apóstolos da tolerância para nos queixarmos, quando os marcianos nos combateram com a mesma mentalidade? (p.47-48)

Fica aí a reflexão, baseada na citação de Braulio Tavares destacada no início da resenha: se a Terra, futuramente, estiver com atmosfera irrespirável, escassez de recursos e um terrível desequilíbrio em nosso ecossistema, não nos comportaríamos como os marcianos em busca de um local seguro? Já não nos comportamos assim a troco de muito menos?

Recomendo muito a leitura!

Caso conheça mais livros sobre ficção científica, sinta-se à vontade para deixar indicações nos comentários.

Algumas ilustrações do livro, lindíssimas.

Até a próxima, pessoal!


Informações gerais
Título da obra: A Guerra dos Mundos
Autor(a): H. G. Wells
Ano da edição lida: 2016
Editora: Suma de Letras
Páginas: 296
Classificação: ✯✯✯

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Top 5 | Livros do Stephen King que quero ler em 2017

Olá, pessoal!
Tudo bem com vocês?

Hoje vamos falar de um assunto muito legal, mas que sempre é um grande motivo de frustração para mim: as METAS LITERÁRIAS!

Desde 2013 tenho estabelecido metas literárias para o ano seguinte (normalmente 12 livros), mas NUNCA consegui cumpri-las. No momento em que elaboro a lista, eu realmente estou com muita vontade de ler aquelas obras, mas no meio do caminho surgem novos lançamentos, descubro livros mais interessantes ou mais condizentes com meu momento atual e sempre deixo minhas metas para trás.

Para 2017 pensei em algo um pouco diferente (mas que também não deixa de ser uma meta): farei uma série de posts (eu acho) com uma lista de livros que gostaria muito de ler esse ano, de acordo com alguma característica específica, mas que não se configura, necessariamente, numa "obrigação". Para abrir essa série, começarei listando livros do Stephen King, já que nunca li nada dele:

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1. SOB A REDOMA


[Sinopse] Era um dia como outro qualquer em Chester's Mill, no Maine. Subitamente, a cidade é isolada do resto do mundo por um campo de força invisível. Aviões explodem quando tentam atravessá-lo e pessoas trabalhando em cidades vizinhas são separadas de suas famílias. Ninguém consegue entender o que é esta barreira, de onde ela veio e quando - ou se - ela irá desaparecer.
Dale Barbara, veterano da guerra do Iraque, se une a um grupo de moradores da cidade para manter a situação sob controle. A força de oposição é representada por Big Jim Rennie, um político que está disposto a tudo - até matar - para continuar no poder, e seu filho, que guarda a sete chaves um horrível segredo.
Mas essa não é a única preocupação dos habitantes. O isolamento expõe os medos e as ambições de cada um, até os sentimentos mais reprimidos. Assim, enquanto correm contra o pouco tempo que têm para descobrir a origem da redoma e uma forma de desfazê-la, ainda terão de combater a crueldade humana em sua forma mais primitiva. Sob a redoma é um thriller arrebatador e uma inquietante reflexão sobre nossa própria potencialidade para o bem e o mal.



2. O CEMITÉRIO


[Sinopse] Louis Creed, um jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar naquela pequena cidade do Maine. A boa casa, o trabalho na universidade, a felicidade da esposa e dos filhos lhe trazem a certeza de que fez a melhor escolha. Num dos primeiros passeios familiares para explorar a região, conhecem um "simitério" no bosque próximo a sua casa. Ali, gerações e gerações de crianças enterraram seus animais de estimação.
Para além dos pequenos túmulos, onde letras infantis registram seu primeiro contato com a morte, há, no entanto, um outro cemitério. Uma terra maligna que atrai pessoas com promessas sedutoras e onde forças estranhas são capazes de tornar real o que sempre pareceu impossível.


3. O ILUMINADO


[Sinopse] Danny Torrance não é um menino comum. É capaz de ouvir pensamentos e transportar-se no tempo. Danny é iluminado. Será uma maldição ou uma bênção? A resposta pode estar guardada na imponência assustadora do hotel Overlook.
Em O Iluminado, quando Jack Torrance consegue o emprego de zelador no velho hotel, todos os problemas da família parecem estar solucionados. Não mais o desemprego e as noites de bebedeiras. Não mais o sofrimento da esposa, Wendy. Tranquilidade e ar puro para o pequeno Danny livrar-se das convulsões que assustam a família.
Só que o Overlook não é um hotel comum. O tempo esqueceu-se de enterrar velhos ódios e de cicatrizar antigas feridas, e espíritos malignos ainda residem nos corredores. O hotel é uma chaga aberta de ressentimento e desejo de vingança. É uma sentença de morte. E somente os poderes de Danny podem fazer frente à disseminação do mal.




4. IT - A COISA


[Sinopse] Durante as férias escolares de 1958, em Derry, pacata cidadezinha do Maine, Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly aprenderam o real sentido da amizade, do amor, da confiança e... do medo. O mais profundo e tenebroso medo. Naquele verão, eles enfrentaram pela primeira vez a Coisa, um ser sobrenatural e maligno que deixou terríveis marcas de sangue em Derry. Quase trinta anos depois, os amigos voltam a se encontrar. Uma nova onda de terror tomou a pequena cidade. Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Precisam unir forças novamente. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue que fizeram quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. O tempo é curto, mas somente eles podem vencer a Coisa. Em It - A Coisa, clássico de Stephen King em nova edição, os amigos irão até o fim, mesmo que isso signifique ultrapassar os próprios limites.




5. TRIPULAÇÃO DE ESQUELETOS


[Sinopse] Em Tripulação de Esqueletos, Stephen King nos guia por histórias em que o horror revela suas várias faces e nos recomenda, com suas próprias palavras: "Agarre meu braço agora. Agarre com força. Iremos a vários lugares escuros, mas acho que conheço o caminho. É só não largar meu braço”. Nesta aterrorizante coletânea de contos, Stephen King nos mostra mais uma vez por que é um dos mais aclamados escritores da atualidade. Um contador de histórias por excelência, aqui ele revela o amplo leque de suas habilidades, transitando com desenvoltura pelo pavor causado por criaturas abomináveis e por um terror psicológico de gelar o sangue. Em “O nevoeiro”, seu conto mais longo, uma misteriosa e espessa neblina se aproxima de uma cidadezinha do Maine, trazendo perigos que desafiam a razão humana. Pai e filho precisam enfrentar seus mais sombrios medos na esperança de que esse tormento tenha fim. No entanto, na insana luta por sobrevivência, os personagens perceberão que ficar na rua em meio às estranhas criaturas pode ser tão perigoso quanto ficar em um cômodo fechado com pessoas desconhecidas. Na prosa de Stephen King, os protagonistas se veem forçados a lidar com situações fantásticas em que o que está em jogo é a sanidade diante do inimaginável. Onde termina o pesadelo e começa a realidade? Até que ponto a mente humana pode suportar o terror?

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Sob a redoma já apareceu nas minhas metas literárias de 2015 e 2016 e já peguei para lê-lo umas duas vezes, mas sem sucesso. =/ Em 2017 será diferente, finalmente vou concluir essa leitura. Este é, inclusive, o livro que estou lendo no momento. Espero terminá-lo ainda em janeiro.

Quanto aos outros livros, ainda não tenho ideia de qual será o próximo ou em qual mês irei lê-los. Tudo vai depender do meu estado de espírito, hehe :)

Caso você já tenha lido algum outro livro do autor e gostado muito, sinta-se à vontade para deixar uma recomendação nos comentários.

Até a próxima, pessoal!

sábado, 11 de julho de 2015

Resenha | Marina, de Carlos Ruiz Zafón

Sinopse:
 
"Em maio de 1980, desapareci do mundo por uma semana. No espaço de sete dias e sete noites, ninguém soube do meu paradeiro. [...] Uma semana depois, um policial à paisana teve a impressão de conhecer aquele garoto; a descrição batia. O suspeito vagava pela estação de Francia como uma alma penada numa catedral de ferro e névoa. O policial me abordou com um ar de romance de terror. Perguntou se meu nome era Óscar Drai e se era o rapaz que havia sumido sem deixar rastros do internato onde estudava. [...] Na época, não sabia que, cedo ou tarde, o oceano do tempo nos devolve as lembranças que enterramos nele. Quinze anos depois, a memória daquele dia voltou para mim. Vi aquele menino vagando entre as brumas da estação de Francia e o nome de Marina se acendeu de novo como uma ferida aberta."


A maior lição que aprendi com esta leitura foi: nunca julgue um livro sem antes conhecer, de fato, seu conteúdo. Durante anos mantive Marina abandonado em minha estante por acreditar que suas páginas continham uma trama maçante e melosa. Ledo engano! Trata-se de uma história extremamente envolvente, uma verdadeira mistura entre suspense, fantasia, terror e romance.

Óscar Drai é um garoto solitário, de 15 anos, que vive num internato em Barcelona. Em uma de suas inúmeras fugas, depara-se com um casarão que, aparentemente, encontrava-se abandonado. Ao investigar melhor, descobre que ali vivem Marina - uma garota que possui, aproximadamente, a sua idade - e seu pai idoso, Germán (ah, tem também o gato de Marina, Kafka). Os três se tornam muito próximos. Num de seus passeios, Óscar e Marina presenciam uma cena peculiar em um cemitério e resolvem investigar.

A partir daí, os dois se veem mergulhados numa envolvente história de amor, ganância e muito mistério, que se refere a um estrangeiro que ficou rico na Espanha muitos anos antes. No meio de toda essa confusão, Óscar ainda tem que lidar com seus sentimentos por Marina e com sua preocupação pela saúde frágil de Germán.

A escrita de Zafón flui com uma facilidade impressionante. Tudo é descrito de forma poética: desde as ruas abandonadas de Barcelona até o sopro do vento. O livro consegue manter a atenção do leitor do início ao fim e provoca inúmeras reações. Ao terminar a leitura, fica aquela sensação: "o que farei agora?". Marina prova que não é preciso milhares de páginas ou até mesmo séries gigantescas e intermináveis para se contar uma excelente e inesquecível história.

O que eu sei é que a Espanha nunca esteve no meu "Top 10 - Países que quero muito conhecer", mas depois de ler esta obra, Barcelona despertou minha curiosidade em seu nível máximo.

LEITURA RECOMENDADÍSSIMA! ;D



- De nada adianta toda a geografia, trigonometria e aritmética do mundo se você não souber pensar por si mesmo - argumentava Marina. - E nenhum colégio ensina isso. Não está no programa. (p.49)

[...] Somos frágeis. Criaturas passageiras. Tudo o que resta de nós são as nossas ações, o bem e o mal que fazemos a nossos semelhantes. [...] (p.154)

Dá para extrair reflexões importantíssimas das duas citações, não é mesmo? Este é, com certeza, um dos melhores livros que já li em toda a minha vida.

Abraços e até a próxima!



Informações gerais 
Título da obra: Marina
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Ano da edição lida: 2011
Editora: Objetiva/Suma de Letras
Páginas: 192
Classificação no Skoob: ✯✯✯✯✯ ♥