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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Resenha | Os 13 problemas, de Agatha Christie


SINOPSE
Mistérios sem solução. Fatos verdadeiros, prosaicos e que ninguém jamais conseguiu explicar. É com o objetivo de discutir esses casos que estão no limiar do entendimento humano que surge o Clube das Terças-Feiras, um grupo eclético formado por um escritor, uma artista, um sacerdote, um ex-comissário da Scotland Yard e um procurador. O sexto elemento do grupo é na verdade a dona da casa onde acontecem as reuniões. Seu hobby é o tricô, mas enquanto trabalha com as agulhas, Miss Marple ouve cada relato com atenção. Aparentemente o dia a dia no pacato vilarejo de St. Mary Mead lhe trouxe certa experiência de vida para resolver mistérios que aos olhos comuns parecem não ter solução.
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Os 13 problemas é um livro protagonizado por Miss Marple e "dividido" em três partes (não é uma divisão formal). Na primeira parte, seis pessoas se reúnem na casa de Miss Marple e formam o Clube das Terças-Feiras; em cada reunião, um dos membros deve contar uma história, da qual já sabe o desfecho, para que os demais tentem adivinhar o que de fato aconteceu. Na segunda parte, Miss Marple é convidada para jantar na casa dos Bantry e a dinâmica se repete: cada um conta uma história e os demais tentam resolver o mistério. Na terceira parte, Miss Marple procura Sir Henry Clithering, ex-comissário da Scotland Yard que estava presente nos outros eventos, para lhe ajudar a resolver um crime recente: ela tem certeza de quem é o culpado e teme que uma pessoa inocente seja injustamente acusada, portanto, a missão de Clithering é investigar o caso.

O livro é curtinho e as histórias acabam muito rápido; muitas delas são realmente interessantes. O mais legal é que todo mundo desconfiava das capacidades dedutivas de Miss Marple, mas ela deu um baile e colocou todo mundo no bolso!

Embora Os 13 problemas não seja o melhor livro da autora, ele mostra o quão versátil ela pode ser dentro da ficção policial. Se você gosta do gênero e está a procura de algo rápido e descontraído, esta obra é ideal! Mas se você procura algo complexo, com interrogatório, reviravoltas etc., esse título não é uma boa pedida (mesmo assim, recomendo que leia em algum outro momento kkkkk).

Até a próxima, pessoal!


Informações gerais 
Título da obra: Os 13 problemas
Autor(a): Agatha Christie
Ano da edição lida: 2015
Editora: L&PM
Páginas: 256
Classificação: ✯✯✯✯✯

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Resenha | Os Crimes ABC, de Agatha Christie


SINOPSE
Há um serial killer à solta, matando suas vítimas em ordem alfabética. A única pista que a polícia tem é um macabro cartão de visitas que o assassino deixa em cada cena do crime: um guia ferroviário aberto na cidade onde a morte acontece. A Inglaterra inteira está em pânico com a sucessão de crimes - A: Alice Ascher, em Andover; B: Betty Barnard, em Bexhill; C: Sir. Carmichael Clarke, em Churston - e o assassino vai ficando mais confiante a cada morte. Seu único erro é pôr à prova o orgulho de Hercule Poirot, um erro que pode ser mortal.
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História da Agatha Christie com serial killer. É sério isso, produção? :O

Eu tenho o "péssimo" hábito de comprar livros da Rainha do Crime sem nem ao menos saber detalhes do enredo (muitas vezes eu não sei absolutamente nada sobre a obra, nem se é com o Poirot, com a Miss Marple ou com qualquer outro personagem detetive). Se o livro não faz parte da minha coleção, eu compro. Foi justamente o que aconteceu com Os Crimes ABC: eu não tinha, não sabia do que se tratava, comprei e demorei séculos para ler. Se eu tivesse a mínima ideia de que seria tão bom, teria lido antes.

Nesta obra, Hercule Poirot passa a receber cartas de um suposto assassino - o ABC - com o intuito de "avisar" sobre seus crimes futuros. Embora o detetive belga tenha "ficado com a pulga atrás da orelha", o capitão Hastings e a polícia acreditavam que tudo não passava de uma brincadeira, pois esse tipo de trote era relativamente comum. Entretanto, quando o primeiro assassinato acontece conforme o planejado, toda a coisa muda de figura: um serial killer estaria à solta? Poirot se sente pessoalmente desafiado/ofendido pelo ABC, pois as cartas continham referências jocosas às suas habilidades intelectuais. Este foi, provavelmente, o maior erro do assassino.

Os crimes acontecem em ordem alfabética:
- Alice Ascher, em Andover;
- Betty Barnard, em Bexhill;
- Sir. Carmichael Clarke, em Churston - e em cada cena do crime um guia ferroviário ABC é encontrado aberto na página correspondente ao local do assassinato.

Quer saber de uma coisa? Achei genial!

Ao longo da história conhecemos um personagem crucial que vai nos fazer criar uma série de suposições que vão se mostrando imprecisas a todo o momento. É disso que gosto em romances policiais: criar teorias que, no decorrer das investigações, se mostrem totalmente erradas, fazendo com que eu precise pensar em novas possibilidades. É claro que isso frustra minhas chances de ser uma grande detetive literária algum dia, mas pelo menos o livro fica empolgante.

Provavelmente vou soar repetitiva para quem acompanha o blog com certa regularidade, mas eu gosto muito dos livros da Agatha Christie, pois mesmo os mais fraquinhos conseguem ser realmente bons. Os Crimes ABC está na minha lista de melhores livros da autora, principalmente por causa de um único elemento: tem serial killer. E é óbvio que eu já disse aqui também que gosto muito de obras com assassinato em série.

Alguns pontos dignos de nota: a trama foi muito bem construída, pois o mistério era bem interessante, a investigação foi bem trabalhada (embora eu sempre fique revoltada com alguns depoimentos ora chorosos, ora raivosos nesses livros criminais), a conclusão foi satisfatória e o Poirot esteve mais genial do que nunca (ok, talvez eu tenha exagerado um pouco, hehe). A maior "lição" do livro: numa investigação criminal é preciso considerar todas as possibilidades, analisar todos os pontos e nem sempre tomar como certo aquilo que "parece certo".

Leitura recomendadíssima!

Até a próxima, pessoal!


Informações gerais
Título da obra: Os Crimes ABC
Autor(a): Agatha Christie
Ano da edição lida: 2009
Editora: L&PM
Páginas: 256
Classificação: ✯✯✯✯✯

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Book Haul | Abril de 2015


Olá, pessoal! :)

Eu sei, eu sei... Post atrasado detected! hihihi...

Em minha defesa, tenho que dizer que "antes tarde do que mais tarde ainda, né?" ;)

O mês de abril foi bem recheado de compras (já que ganhar presente tá difícil :p), como vocês podem perceber na foto acima, mas não me julguem! hehe... Sete dos nove livros estavam em super promoção, ou seja, R$ 9,90! As obras do velho Buk também estavam, mas não eram tão emocionantes assim.

Meus comentários gerais sobre as aquisições estarão no final da postagem. Vambora...


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Crônica de um amor louco,
de Charles Bukowski

Sinopse:

Este é o primeiro dos dois volumes da obra Ereções, Ejaculações e Exibicionismos, de Charles Bukowski. Uma jornada pelo universo infernal e onírico do velho e safado Buk - seus personagens desvalidos, seus quartos imundos em hotéis baratos, seus bares enfumaçados na longa louca noite de neon: o sonho americano reduzido a trapos nas ruas desertas da madrugada voraz de Los Angeles, a cidade que o autor amava acima de todas as coisas.

Este primeiro volume - Crônica de um amor louco - leva o título do filme que o italiano Marco Ferreri realizou baseado nos textos de Bukowski e cuja linha mestra é exatamente o primeiro conto do livro, A mulher mais linda da cidade. Ao narrar a história de Cass, uma bela mestiça que passara a adolescência em um convento, Bukowski mergulha na excitação frenética, na insanidade corrosiva das noites mormacentas e manhãs de névoa poluída da sua amada Los Angeles. Os contos parecem brotar do seu estômago ulcerado, são jogados ao papel entre espasmos de delirium tremens e fantasias alcoólicas disformes. Perto dessas histórias rudes e ríspidas, os contos de outros autores parecem narrativas de colegiais, que nada têm a ver com o mundo da maquinaria, com esse gigantesco cemitério de automóveis que nos envolve e sufoca. Mas, ao mesmo tempo, Bukowski é lírico. Seus contos terminam bruscamente, mas deixam suspensa no ar uma sensação de dignidade e esperança na raça humana.


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Fabulário geral do delírio cotidiano,
de Charles Bukowski

Sinopse:

Este é o segundo volume da obra Ereções, Ejaculações e Exibicionismos, de Charles Bukowski. Depois de Crônica de um amor louco, o velho Buk descreve, nestes mais de trinta contos fortemente autobiográficos, suas desventuras, traumas, amores fracassados e prisões inesperadas. Eis toda a excitação frenética do escritor nascido na Alemanha e emigrado para os Estados Unidos que imortalizou o mundo marginal de Los Angeles, sua cidade de adoção.

O olhar estrangeiro-nativo de Bukowski esmiúça o lado negro do sonho americano - e revela o anti-sonho -, um mundo de marginais, viciados, bêbados e prostitutas, dos quais só não se pode dizer que estão na sarjeta porque sempre decaem um pouco mais. São pessoas tal qual na vida real, retratadas de forma triste, divertida, escatológica e universal, em toda sua vulgaridade e realidade. Eis todo o gênio narrativo de Charles Bukowski que, como John Fante, representa o último grito da geração beat e cujo humor cáustico foi comparado ao de Henry Miller, Louis-Ferdinand Céline e Ernest Hemingway.


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Corra, Alex Cross,
de James Patterson

Sinopse:

Dentro de um estacionamento em Georgetown, uma mulher é esfaqueada e trancada no porta-malas do próprio carro. Como assinatura, o criminoso corta os cabelos louros da vítima e os deixa espalhados pelo corpo. Designado para o caso, o detetive Alex Cross nem imagina que esse é apenas o primeiro de uma série de pesadelos.

No mesmo dia, Alex Cross é chamado para uma segunda cena de crime: uma jovem enforcada do lado de fora do sexto andar de um edifício. Assim que a legista responsável descarta a possibilidade de suicídio e informa que a vítima deu à luz recentemente, Cross descobre que não está lidando apenas com um homicídio, mas também com um caso de sequestro.

Três dias depois, o corpo de um rapaz é descoberto em uma doca, baleado e com meia dúzia de perfurações ao redor da área genital. Quando os rumores de três assassinos em série se alastram pela cidade de Washington e novas vítimas são encontradas a cada dia, a pressão recai nos ombros de Cross. Uma pressão tão forte que pode afetar sua concentração a ponto de ele não conseguir evitar um perigo mortal que se aproxima de sua família.


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Private: Londres,
de James Patterson e Mark Pearson

Sinopse:

Quando os ricos e famosos estão em apuros, a primeira ligação deles não é para os serviços de emergência. Eles ligam para a Private.

Para muitas pessoas, um minuto pode ser pouco tempo. Mas foi o suficiente para Jack Morgan falhar em salvar a mãe de Hannah Shapiro. Impotente e com medo, a jovem de 13 anos viu a mãe ser morta quando o pai não pagou o resgate aos sequestradores. E, embora tenha sobrevivido, guardou aquele pesadelo na memória por sete anos.

Mas isso foi antes da Private. Antes de Jack Morgan ter recursos.

Com clientes de elite, a agência se expandiu, abrindo filiais no mundo inteiro. Com um seleto time de investigadores e equipamentos de última geração, a Private é uma rede bem estruturada e Jack saberá usá-la para a proteção de Hannah. Para isso, ele convoca Dan Carter, responsável pelo escritório da Private em Londres, como guardião de Hannah, agora uma mulher de 20 anos, estudante de Psicologia.

O plano não podia dar errado - até Hannah e as amigas, incluindo a afilhada de Carter, serem atacadas em frente à universidade. Quando Hannah é mais uma vez sequestrada e sua afilhada entra em coma, Dan Carter descobre que os sequestradores são profissionais, alguém está vazando informações e a questão é pessoal.

O pesadelo recomeçou.


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Private: Suspeito nº 1,
de James Patterson e Maxine Paetro

Sinopse:

Jack Morgam é dono da Private, uma renomada agência de investigações que tem entre seus clientes algumas das pessoas mais ricas e poderosas do mundo. Ao voltar para casa de uma viagem de negócios, ele encontra a ex-namorada morta em sua cama, com um tiro à queima-roupa. Para a polícia, Jack é o principal suspeito.

A equipe de investigadores, técnicos e cientistas da Private está às voltas com o caso de um jovem astro de cinema, acusado de estuprar uma menor de idade. Ao mesmo tempo, é acionada pela dona de uma rede de hotéis para investigar um misterioso assassinato em um de seus estabelecimentos. Além disso, um mafioso de Los Angeles precisa de ajuda e decide que é hora de cobrar um favor de Jack.

Depois que Jack é preso, fica ainda mais difícil provar sua inocência e logo vários clientes começam a desistir dos serviços da agência. Para evitar a ruína total, Jack precisa enfrentar um inimigo que parece conhecê-lo melhor do que ninguém. E o perigo pode estar mais perto do que ele imagina.


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Ameaça Mortal,
de James Patterson

Sinopse:

Embora contem com a proteção do Serviço Secreto 24 horas por dia, Ethan e Zoe Coyle, filhos do presidente dos Estados Unidos, são sequestrados dentro de um dos melhores colégios de Washington. O detetive Alex Cross é um dos primeiros a chegar à cena do crime.

Dias depois, uma sabotagem da rede de abastecimento contamina toda a água da cidade, deixando a população em pânico. Alex teme que os dois eventos estejam relacionados e representem o mais devastador atentado terrorista que o país já enfrentou.

A cada hora que passa, as chances de solucionar os crimes e encontrar as crianças com vida diminuem. Diante deste que pode ser o caso mais importante de sua carreira, o detetive toma uma decisão desesperada, que vai contra tudo aquilo em que ele acredita e pode até lhe custar a vida.


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Os assassinos do cartão-postal,
de James Patterson e Liza Marklund

Sinopse:

Jacob Kanon, um detetive da divisão de homicídios do Departamento de Polícia de Nova York, está muito longe de casa. Em sua longa viagem, já conheceu as mais belas cidades da Europa. No entanto, não é a paisagem que o atrai. Para ele, cada café, catedral ou museu é uma pista dos assassinos de sua filha.

A filha de Jacob, Kimmy, é apenas uma peça de um doentio e intrincado quebra-cabeça. Amsterdã, Copenhague, Madri, Paris... Em toda a Europa, jovens casais são encontrados mortos com a garganta cortada. Os assassinatos não parecem ter qualquer conexão, além de cartões-postais enviados para os jornais locais dias antes da descoberta de cada crime.

Numa tentativa de salvar as próximas vítimas, Jacob vai se unir à jornalista Dessie Larsson, que acaba de receber um cartão-postal em Estocolmo. O que eles não imaginam é que os crimes têm um propósito bem diferente do que pensavam.


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8ª Confissão,
de James Patterson e Maxine Paetro

Sinopse:

Na ópera de São Francisco, os milionários mais glamourosos da cidade assistem à grandiosa apresentação de Don Giovanni. Divertindo-se com os amigos, Isa e Ethan Bailey não imaginam que um assassino está em sua mansão e os aguarda para executar uma terrível vingança. No momento propício, ele vai cometer o crime perfeito.

Encarregada de investigar as mortes na alta sociedade, a tenente Lindsay Boxer também precisa ajudar sua amiga Cindy Thomas no caso de um morador de rua que foi brutalmente executado. Ao conhecer mais a história daquele homem, Cindy percebe que tem uma preciosidade nas mãos e faz de tudo para levá-la a público, descobrindo, sem querer, a conexão com uma rede criminosa.

O Clube das Mulheres Contra o Crime precisa desvendar esses dois mistérios e tem ainda o desafio de se manter unido. Lindsay nota que seu parceiro, Richard Conklin, e Cindy estão cada vez mais próximos e o ciúme estremece a relação dos três, podendo comprometer as investigações. No fim, o Clube pagará um alto preço por se envolver nessas duas caçadas.


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9º Julgamento,
de James Patterson e Maxine Paetro

Sinopse:

Uma jovem mãe e seu bebê são cruelmente mortos dentro do estacionamento de um shopping. Sem testemunhas ou indícios da identidade do assassino, só resta à sargento Lindsay Boxer e ao seu parceiro, Rich Conklin, uma única pista: três letras escritas com batom vermelho no para-brisa do carro das vítimas.

Em outro canto da cidade, a esposa de um astro de cinema é acordada por um ladrão que está fugindo com milhões de dólares em joias e pedras preciosas. Antes de conseguir chamar a polícia, ela é friamente assassinada e São Francisco fica em estado de histeria.

Lindsay é convocada para o novo caso e tenta conciliar as duas investigações e o noivado com Joe Molinari, sempre afetado por seu relacionamento íntimo com Conklin. Em meio a toda a adrenalina, a sargento é obrigada a colocar a própria vida em risco para salvar a cidade antes que a lista de vítimas aumente.


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Meu comentário: Como puderam perceber, não fui muito criativa em minhas compras. Só deu Bukowski e James Patterson, com seus inúmeros coautores.

Embora eu tenha me decepcionado com o último livro lido do velho Buk - Mulheres, cuja resenha você pode conferir AQUI -, resolvi dar mais uma chance a ele, afinal, gostei muito de ter lido Misto-Quente, Pulp e Cartas na Rua - infelizmente, nenhum deles foi resenhado para o blog. Bukowski possui uma escrita única, sem maquiar a realidade, sem se perder em descrições sem sentido. Ele vai direto ao ponto e não se importa em "chocar a sociedade" ao escrever detalhadamente e com muita propriedade sobre temas marginais, tais como prostituição, alcoolismo etc.

Sobre James Patterson, não é segredo para ninguém que AMO romances policiais, principalmente aqueles que envolvem assassinos em série (bem, talvez esta seja uma surpresa para você, caso seja sua primeira visita por aqui :D). Bom, é aí que entra esse autor pra lá de conhecido, uma vez que possui inúmeros livros lançados sobre o tema. Embora sua escrita seja bem parecida de uma obra para a outra, ele consegue prender o leitor com o suspense, com o drama dos personagens, com seu sempre desafiador quebra-cabeça. Sua narrativa é extremamente objetiva, o que faz com que a leitura flua com uma rapidez impressionante. Dos livros listados acima, já li Os assassinos do cartão-postal, cuja resenha sairá em breve.

E vocês, quais livros compraram/ganharam em abril?

Sempre aceito sugestões! :D

Abraços e até a próxima!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Resenha | Uma dose mortal, de Agatha Christie

Sinopse:

O grande Hercule Poirot, quem diria, também tem medo da cadeira do dentista. Depois de algumas obturações, é com alívio que ele deixa o consultório do habilidoso dr. Morley. Para a surpresa de todos, em seguida o dentista é encontrado morto. Teria sido suicídio ou um assassinato premeditado?

Ao investigar o caso, Poirot se depara também com o desaparecimento de uma das pacientes do dr. Morley: a misteriosa srta. Sainsbury Seale. O detetive se vê então envolvido num tumultuoso conflito de ideologias que abala a estabilidade da Inglaterra na sinistra atmosfera de desconfiança do início da Segunda Guerra Mundial.


Ok, vocês já sabem que eu gosto muito dos livros da Agatha Christie! ;) Juro que não vou insistir nisso, hehe...

Em Uma dose mortal tudo começa quando Henry Morley, um respeitado e excelente dentista, é encontrado morto dentro de seu próprio consultório em pleno expediente. Pelos indícios, ele havia se suicidado com um tiro e a arma estava bem ao lado do corpo. O problema é que, aparentemente, ele não tinha motivo algum para ter feito isso. Seria um assassinato? Mas quem iria querer assassinar um simples e comum dentista?

Hercule Poirot, nosso detetive belga favorito e também paciente de Morley, logo desconfia de assassinato e passa a investigar o caso, mesmo quando o inquérito conclui que foi mesmo um suicídio. Claro que todos os pacientes passam a ser suspeitos, né? Mas durante a leitura uma dúvida aparece: seria mesmo Morley o verdadeiro alvo? Ou seria Alistair Blunt, um importante financista conservador visado pelos comunistas, que estava no consultório do dentista naquele dia?

Além disso, Gladys Nevill, a secretária de Morley, havia se afastado justamente naquele dia, pois tinha recebido um telegrama informando que sua tia havia sofrido um derrame. Seria coincidência? E o desaparecimento da srta. Sainsbury Seale, também paciente do dentista, tinha algo a ver com o caso? Com base em todos esses questionamentos, a história de desenrola.

Sinceramente, acho que Agatha Christie já escreveu livros melhores. A trama em si não me envolveu e o desfecho, apesar de inesperado para mim, não me empolgou - o motivo para o crime era muito descabido. Sem contar que não gostei da maioria dos personagens (tinha o ríspido/rebelde, a mal educada, a instável, o nervosinho, uma chatice!). Apesar disso, tenho que destacar a sagacidade da autora - embora isso não seja nenhuma novidade, pois coisas que pareciam absolutamente impossíveis de se encaixar na trama foram explicadas de maneira satisfatória.

Não deixa de ser um bom livro, de toda forma. Para quem gosta do gênero, assim como eu, até vale a pena investir algumas horas em sua leitura.

Abraços e até a próxima!


Informações gerais 
Título da obra: Uma dose mortal
Autor(a): Agatha Christie
Ano da edição lida: 2011
Editora: L&PM
Páginas: 224
Classificação no Skoob: ✯✯✯

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Resenha | Mulheres, de Charles Bukowski

Sinopse:
 
"Eu tinha cinquenta anos e há quatro não ia pra cama com nenhuma mulher." Este é Henry Chinaski, Hank, escritor, alcoólatra, amante de música clássica, alter ego de Charles Bukowski e protagonista de Mulheres. Mas este não é um livro convencional - nem poderia ser, em se tratando de Bukowski - no qual um homem está à procura de seu verdadeiro amor.

Após um período de jejum sexual, sem desejar mulher alguma, Hank conhece Lydia - e April, Lilly, Dee Dee, Mindy, Hilda, Cassie, Sara, Valerie, não importa o nome que ela tenha. Hank entra na vida dessas mulheres, bagunça suas almas, rompe corações, as enlouquece, as faz sofrer. E no fim elas ainda o consideram um bom sujeito. Publicado em 1978, Mulheres, o terceiro romance de Bukowski, é a essência de sua literatura: com o velho Chinaski, ele sintetiza a alma de todos aqueles que se sentem à margem. Escrevendo em prosa, Bukowski poetiza a dureza da vida e nos dá uma pista: "ficção é a vida melhorada".


Confesso que esta é uma das resenhas mais difíceis que já fiz por aqui. O que dizer de um livro que provoca emoções tão controversas? Talvez este post fique um pouco confuso, mas espero que eu consiga transmitir da melhor forma possível minhas impressões sobre a leitura.

Conheci Bukowski há pouquíssimo tempo, em 2013, e já havia lido três obras suas, todas em prosa: Misto-Quente, Pulp e Cartas na Rua. Apesar de ter lido apenas uma ínfima parte de todo o seu trabalho, sempre me surpreendi positivamente com o autor. Ele possui uma escrita muito peculiar: direta, reta, sem firulas, não quer impressionar pela beleza, ele quer ser real. Bukowski escrevia sobre relações humanas e temas marginais como ninguém. Isso sempre me impressionou, mas Mulheres me decepcionou um pouco.

Contando brevemente sobre o enredo, Henry Chinaski, ex-funcionário dos Correios, dedica-se à escrita de romances e poemas. Era através deste trabalho que ele conhecia a maioria das mulheres que passava pela sua cama. Claro que ele continuava bebendo demais e apostando em corridas de cavalo. Há um trecho muito interessante no livro que fala justamente sobre as bebedeiras:


Esse é o problema com a bebida, pensava, enquanto enchia o copo. Se acontece uma coisa ruim, você bebe pra esquecer; se acontece uma coisa boa, você bebe pra comemorar; se não acontece nada. você bebe pra que aconteça alguma coisa. (p.185)

O meu maior problema foi com a repetição exagerada do enredo. Ele relata da mesmíssima maneira todas as aventuras com suas milhares de mulheres. Até perdi as contas da quantidade de 'moçoilas' citadas. Era sempre assim: conhecia a moça através de cartas ou em alguma leitura que costumava fazer, combinava encontros, ia buscá-la no aeroporto (ou era buscado), a levava para sua casa (ou ia para a casa delas), bebia até não aguentar mais, tentava transar e não conseguia por estar muito bêbado, dormia, acordava vomitando no dia seguinte, aí finalmente conseguia transar e começava tudo de novo. Em determinado momento, tudo isso começou a me irritar de uma maneira tão intensa que quase defenestrei meu livro. O texto estava tão maçante que era até difícil absorver alguma reflexão que ele lançava no meio da história.

Mas não perdi as esperanças. No meio de tanta chatice, consegui encontrar uma parte do velho Bukowski que tanto adoro. Reflexões muito interessantes podem ser tiradas do livro, principalmente quando Chinaski se colocava em uma posição de fragilidade e de desajuste.

- Nada disso. Me perdi por ignorância e medo. Não sou uma pessoa íntegra; não passo de um ser urbano atrofiado. Sou apenas um merdinha ranzinza que não tem nada a oferecer a ninguém. (p.94)

[...] Eu era uma soma de todos os erros: bebia, era preguiçoso, não tinha um deus, ideias, ideais, nem me preocupava com política. Eu estava ancorado no nada, uma espécie de não ser. E aceitava isso. Eu estava longe de ser uma pessoa interessante; dava muito trabalho. Eu queria mesmo era um espaço sossegado e obscuro pra viver a minha solidão. Por outro lado, de porre, eu abria o berreiro, pirava, queria tudo e não conseguia nada. Um tipo de comportamento não se casava com o outro. Pouco me importava. (p.113)

Durante todo o livro, ele trata as mulheres com desrespeito. Agia de uma forma extremamente descompromissada, chegando a realmente magoá-las. Isso também era alvo de autocrítica:

[...] Até quando eu ia ficar dizendo que era apenas uma pesquisa, um simples estudo sobre as mulheres? Eu estava era deixando as coisas acontecerem sem me preocupar muito com elas. Eu não tinha nenhuma consideração por nada além do meu prazerzinho barato e egoísta. Eu parecia um ginasiano mimado. Eu era pior do que qualquer puta; uma puta só toma o seu dinheiro, nada mais. Eu bagunçava vidas e almas como se fossem brinquedos. [...] (p.256)

No entanto, apesar de as reflexões e autocríticas serem bem interessantes e relevantes, eu sentia que era uma coisa vazia. Isso não serviria para alterar sua conduta, ele não ligava para isso. De certa maneira, isso me irritou mais do que a repetição do enredo. Eu tinha vontade de entrar no meio da história para socá-lo até ele acordar para a realidade.

Obs.: sinceramente, não sei como ele conseguia todas aquelas mulheres e como elas, mesmo depois de destratadas, continuavam a se importar com ele e achá-lo um cara legal. Foi difícil de engolir.

De toda forma, é um bom livro, sobretudo pelas reflexões que traz. Mas poderia ter sido bem melhor.

Para quem está começando a ler Bukowski agora, NÃO comece por este livro. Misto-Quente é uma melhor pedida. Infelizmente não tem resenha por aqui, mas comecem por ele. Sério.

Apesar dessa minha decepção, Bukowski continua sendo muito amor, mas agora com algumas ressalvas! <3

Abraços e até a próxima!



Informações gerais
Título da obra: Mulheres
Autor: Charles Bukowski
Ano da edição lida: 2013
Editora: L&PM
Páginas: 320
Classificação: ✯✯✯

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Resenha | A Mão Misteriosa, de Agatha Christie

Sinopse:

Lymstock é uma pacata cidade no interior da Inglaterra e parece ser o lugar perfeito para Jerry Burton se recuperar de um acidente. Tudo o que ele precisa está lá: ar puro e a paz da vida rural. Mas a calma que paira no ambiente dá lugar à desconfiança quando cartas anônimas grosseiras e acusadoras começam a circular entre os habitantes. Os vizinhos passam a desconfiar uns dos outros e Lymstock se torna um lugar sombrio. O clima de suspeita e terror cresce quando um dos destinatários comete suicídio.

Por sorte Miss Marple está na região: ela parece ser a única pessoa capaz de resolver este fascinante mistério, considerado por Agatha Christie uma de suas melhores histórias.


Também não é pra tanto, né, dona Agatha Christie? A Mão Misteriosa é, de fato, uma boa história, mas não estou convencida de que é uma de suas melhores obras. Vamos aos comentários...

Jerry Burton, nosso narrador, havia sofrido um acidente e, para se recuperar adequadamente do infortúnio, segundo seu médico, precisava morar temporariamente num lugar tranquilo, respirar ar puro e ocupar-se de frivolidades e escândalos comuns a locais afastados dos grandes centros urbanos. Por este motivo, muda-se para Lymstock, uma cidade do interior da Inglaterra, com sua irmã Joanna, que fica responsável pelos seus cuidados.

Entretanto, logo após sua chegada, cartas anônimas começam a ser entregues aos moradores do lugar. São extremamente ofensivas, mas as acusações são aleatórias e falsas. As palavras que compõem a carta foram retiradas de outros materiais (livros, revistas, não se sabe ao certo) e o envelope é datilografado. Desta forma, não há como investigar a origem das mesmas.

O problema se agrava quando um dos destinatários comete suicídio após receber uma dessas entregas. A partir daí, a polícia assume o caso e todos ficam temerosos ao tentar adivinhar o próximo passo do autor misterioso. A trama só é concluída - e outras descobertas são feitas - quando Miss Marple entra em cena.

Confesso que nunca fui muito fã da Miss Marple, mas hoje vejo que era bobagem minha. Às vezes até prefiro ela ao Poirot. Não sei, acho que a inteligência dele - tão escancarada - me intimida um pouco. Um dos problemas deste livro, inclusive, é o fato de que Miss Marple aparece bem no final da leitura e participa muito pouco. Fiquei chateada! =/

A Mão Misteriosa possui um suspense pra lá de interessante. A autora nos induz a procurar respostas no lugar errado, o que fez com que eu nem desconfiasse da identidade do autor misterioso. Ao longo da trama algumas dicas bem sutis são indicadas, mas não me atentei a elas e acabei conduzindo minha própria investigação por um caminho totalmente equivocado.

Acredito que o fato de eu ter me apegado bastante ao Jerry (narrador) e à Joanna (sua irmã) me ajudou a gostar da história.

Me decepcionei um pouco com o desfecho, pois eu esperava algo mais complexo, até mesmo sórdido, dado o conteúdo das cartas. No fim, tudo era muito simples. Isso não tira, em nenhum momento, o mérito do livro. Na realidade, o que eu mais gosto nos livros da Agatha Christie é justamente a forma como ela conduz a história, como ela apresenta os fatos para o leitor. As coisas parecem simplesmente não se encaixar, mas no final você sempre fica com aquela sensação de que a resposta estava bem na sua cara e que você deveria ter pensado naquilo antes. Mesmo quando a resolução é boba, você sempre acaba sendo surpreendido de uma forma ou de outra. E é por esse e outros motivos que ela é considerada a Rainha do Crime, título mais do que justo. Na minha modesta opinião, ela é e sempre será a melhor autora de ficção policial de todos os tempos. ^^

Livro recomendado, claro! Dona Agatha Christie é genial e ponto final! :)

[...] Há uma tendência grande demais de se atribuir a Deus os males cometidos pelo homem em seu próprio livre arbítrio. Posso aceitar que seja o Diabo. Deus não precisa realmente nos castigar [...]. Já estamos ocupados demais castigando a nós mesmos. (p.87)


Abraços e até a próxima!

Informações gerais 
Título da obra: A Mão Misteriosa
Autor: Agatha Christie
Ano da edição lida: 2011
Editora: L&PM
Páginas: 224
Classificação: ✯✯✯✯