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sábado, 23 de maio de 2015

Resenha | Os assassinos do cartão-postal, de James Patterson e Liza Marklund

Sinopse:

Jacob Kanon, um detetive da divisão de homicídios do Departamento de Polícia de Nova York, está muito longe de casa. Em sua longa viagem, já conheceu as mais belas cidades da Europa. No entanto, não é a paisagem que o atrai. Para ele, cada café, catedral ou museu é uma pista dos assassinos de sua filha.

A filha de Jacob, Kimmy, é apenas uma peça de um doentio e intrincado quebra-cabeça. Amsterdã, Copenhague, Madri, Paris... Em toda a Europa, jovens casais são encontrados mortos com a garganta cortada. Os assassinatos não parecem ter qualquer conexão, além de cartões-postais enviados para os jornais locais dias antes da descoberta de cada crime.

Numa tentativa de salvar as próximas vítimas, Jacob vai se unir à jornalista Dessie Larsson, que acaba de receber um cartão-postal em Estocolmo. O que eles não imaginam é que os crimes têm um propósito bem diferente do que pensavam.


Pense num livro envolvente. Os assassinos do cartão-postal consegue ser muito melhor, pode acreditar em mim. Quer dizer, se você gosta de romance policial envolvendo assassinatos em série, claro.

Neste livro, jovens casais são brutalmente assassinados em belas cidades turísticas da Europa. A única coisa que une esses crimes são cartões-postais, enviados para um dos jornais locais antes da tragédia ocorrer. Após o fato ter se consumado, fotos do crime são enviadas para o mesmo lugar, a fim de completar o ritual macabro.

Jacob Kanon, detetive da divisão de homicídios do Departamento de Polícia de Nova York, trata esse caso de maneira extremamente pessoal e passional, afinal, sua filha Kimmy foi uma das primeiras vítimas dos assassinos. Ele passa por cima de uma série de regras para alcançar seu objetivo, principalmente quando percebe que as polícias locais não pretendem ouvi-lo.

Quando Dessie Larsson, uma jornalista de Estocolmo, recebe o tão famoso cartão-postal, une-se a Kanon - não sem alguma resistência - para descobrir a identidade dos criminosos.

Estes, por sua vez, são extremamente inteligentes, envolventes e seguros de si mesmos. Adquirem a confiança de suas vítimas de maneira eficiente e apagam seus rastros após os crimes de maneira mais eficiente ainda. É assustador perceber como são frios e cruéis. E suas motivações são muito bizarras.

A escrita de James Patterson é extremamente objetiva e muito convincente. Ele não perde tempo com descrições e explicações que não vão levar o leitor a lugar algum. Esta obra, especificamente, foi escrita em parceria com Liza Marklund, e posso dizer que deu muito certo. Cada um dos personagens principais - Jacob Kanon, Dessie Larsson e os assassinos - foram "dissecados" de maneira satisfatória. Conseguimos compreender a personalidade, as motivações, os conflitos internos e as emoções de cada um, além de termos a oportunidade de penetrar na mente dos criminosos e "entender" o porquê de fazerem o que faziam. Uma das coisas que mais gosto nos livros de Patterson (e seus coautores) é o fato de ele não deixar o leitor no escuro - as informações estão todas ali.

Ainda não sei se gostei do final, pois eu tinha altas expectativas em relação ao que aconteceria com os assassinos. De toda forma, não deixa de ser um excelente livro.

LIVRO RECOMENDADO! :)

Abraços e até a próxima!


Informações gerais 
Título da obra: Os assassinos do cartão-postal
Autor: James Patterson; Liza Marklund
Ano da edição lida: 2014
Editora: Arqueiro
Páginas: 304p.
Classificação no Skoob: ✯✯✯✯

sábado, 5 de julho de 2014

Resenha | 1º a morrer, de James Patterson

Sinopse:

Em uma narrativa de tirar o fôlego, James Patterson nos apresenta Lindsay, Claire, Jill e Cindy, as integrantes do Clube das Mulheres Contra o Crime. No primeiro livro da série, o desafio desse grupo é investigar a identidade de um serial killer que assassina homens e mulheres que acabaram de se casar.

O ponto de partida da narrativa é o brutal assassinato de um jovem casal em lua-de-mel num hotel cinco estrelas de San Francisco, crime que, com pequenas variações, se repete em duas outras cidades estadunidenses, deixando claro que se trata do trabalho de um assassino em série. Indignadas com a ação empreendida pela polícia no caso, quatro mulheres destemidas - a inspetora de homicídios Lindsay Boxer, a médica legista Claire Washburn, a repórter policial Cindy Thomas e a assistente de promotoria Jill Bernhardt - resolvem unir forças para descobrir e prender o assassino. Assim nasce o Women's Murder Club (Clube das Mulheres Contra o Crime), desvendando crimes entre uma margarita e outra e altos papos sobre comida, homens e sexo.


Eu simplesmente amo romances policiais. Se envolvem assassinatos em série, melhor ainda. O fato é que tudo neste livro me atraiu: o título, a magnífica capa, a sinopse e o texto em si, que é absolutamente envolvente. Fiquei tão fissurada que cheguei a abandonar minha sessão diária de caminhada (coisa que amo fazer!) para terminar de ler a obra, tamanha foi a curiosidade que me atingiu.

Os crimes foram muito bem descritos e, além disso, o autor conseguiu transmitir muito bem as emoções de todos os personagens, principalmente do assassino. Aliás, é um livro com muitas reviravoltas.

No meu entendimento, Patterson conseguiu equilibrar as cenas relacionadas aos crimes, ao romance, ao dilema de Lindsay Boxer - a inspetora de homicídios, e às reuniões do Clube das Mulheres Contra o Crime. Todas as tramas tiveram o seu devido destaque.

A única coisa que me deixou um pouco triste foi um determinado evento que aconteceu no final do livro. Ainda não me decidi se aquilo foi mesmo necessário. Não sei, fiquei com a impressão de que o autor é muito insensível (hehehe...).

Enfim, gostei muito do livro (muito mesmo!). Só tiraria aquele evento que mencionei no parágrafo anterior.

Para quem gosta do gênero, a obra está mais do que recomendada!

Abraços e até a próxima!