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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Resenha | Minha vida fora dos trilhos, de Clare Vanderpool



SINOPSE
Abilene Tucker chega de trem em Manifest, Kansas, enviada pelo pai para passar o verão. O que parecia ser o período mais entediante de sua vida ganha um surpreendente rumo quando ela encontra uma velha caixa de charutos repleta de cartas, lembranças e segredos enterrados.
O romance de estreia de Clare Vanderpool, autora do premiado best-seller Em algum lugar nas estrelas, conta com personagens jovens, longe de seus pais, que escutam o convite da estrada e partem em jornadas pessoais, repletas de riscos, desafios e ensinamentos.
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Quando soube que mais um livro de Clare Vanderpool seria lançado aqui no Brasil, o primeiro que ela escreveu, fiquei muito animada. Eu amei Em algum lugar nas estrelas e tinha certeza absoluta de que iria gostar de qualquer coisa que ela escrevesse! kkkkkk

Nesse livro, nossa protagonista aventureira é Abilene, uma garota de 12 anos que foi despachada pelo pai para passar o verão em Manifest, no Kansas, cidade na qual ele próprio viveu por um período. Logo no começo dá para perceber que os dois são andarilhos e o que a garota não consegue entender é por que seu pai quis se ver livre dela. Aos poucos vamos entender tudo o que aconteceu...

Já em Manifest, na casa de Shady, Abilene descobre uma caixa cheia de lembranças e aquilo aguça a sua curiosidade. Será que essa caixa era do seu pai? Dentro dela há uma carta que menciona a existência de um espião na cidade na época da guerra, anos atrás. Animadas com a possibilidade desse tal espião ainda viver por ali, Abilene e suas novas amigas, Ruthanne e Lettie, resolvem investigar. Através da Srta. Sadie, uma vidente húngara, ficamos sabendo o que aconteceu na cidade naquela época.

A narração é fluida, sem enrolação. Passado e presente se entrelaçam de maneira interessante, adorei acompanhar as duas histórias paralelas. Os personagens são construídos de maneira satisfatória e muitos deles são adoráveis, tais como Shady, Hattie Mae, Ruthanne e Lettie, Abilene e a Srta. Sadie. A história de vida desta última me fez chorar, de tão emocionante e bonita que é.

Embora eu ainda prefira Em algum lugar nas estrelas, Minha vida fora dos trilhos é um livro muito lindo! Adorei a experiência de leitura! Recomendo muito.

Até a próxima!
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INFORMAÇÕES GERAIS:
Título da obra: Minha vida fora dos trilhos
Autor(a): Clare Vanderpool
Ano da edição lida: 2017
Editora: DarkSide Books
Páginas: 320
Classificação: 
✯✯✯✯


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Resenha | Evangelho de Sangue, de Clive Barker


SINOPSE
Clive Barker retorna à sua poderosa voz narrativa em grande estilo. Evangelho de Sangue é o sombrio, sangrento e brutal épico do terror, narrado pelo mestre inquestionável do gênero, e ansiosamente aguardado pelos fãs.
Evangelho de Sangue oferece uma junção clara dentro do universo de Barker. Os leitores mais atentos já perceberam que as histórias dele se passam em um mesmo universo, mas, agora, o mundo de Hellraiser é explicitamente unido ao do detetive Harry D’Amour – que aparece em outras histórias do autor, como o conto “The Last Illusion”, presente no sexto volume dos Livros de Sangue, e no romance Everville.
D’Amour, que se dedica a investigar casos sobrenaturais, mágicos e malignos, vem encarando seus demônios pessoais há anos. Quando ele se depara com uma Caixa das Lamentações, seus demônios internos são substituídos por demônios de verdade conforme ele se vê enredado em um terrível jogo de gato e rato, absolutamente complexo, sangrento e perturbador. Evangelho de Sangue reconduz os leitores ao tempo marcado por dois de seus mais icônicos personagens, que conduzem a história em uma batalha entre o bem e o mal tão antiga quanto o tempo, onde o autor conecta a mitologia de Hellraiser ao Inferno bíblico.
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Quando peguei esse livro para ler pela primeira vez, em dezembro de 2016, fiquei traumatizada com o prólogo e não quis saber dele por um tempo. Mas como sou brasileira e não desisto nunca, coloquei-o na meta de 2017 e, em maio, nas minhas férias, finalmente criei coragem para lê-lo. Sinceramente, nem era pra tanto, vai... Sou mesmo uma #dramaqueen. Fala sério.

No prólogo, Pinhead (ou o Sacerdote do Inferno, mas Pinhead é mais degradante e, portanto, mais adequado) está completamente maluco e sanguinário e destrói tudo (ou todos) que vê pela frente. Como eu disse anteriormente, fiquei bastante chocada numa primeira leitura, já que tem muito sangue e vísceras rolando por toda parte, mas depois achei que não foi tão grave assim (quer dizer, foi, mas eu não liguei). Pinhead estava em busca de conhecimento, portanto, caçou todos os magos do mundo em busca de sabedoria. E por que ele queria tanto saber? Só lendo para descobrir, porque não vou contar! :D

Do outro lado, temos Harry D'Amour, um investigador de casos sobrenaturais, que acaba caindo numa armadilha e abrindo a Caixa das Lamentações (quem já leu Hellraiser sabe quão adoráveis são as coisas que acontecem com quem abre essa belezinha #ironia). E quem aparece para Harry? Pinhead, é claro! O Sacerdote do Inferno o convida para testemunhar certos fatos que acontecerão no Inferno. A princípio, Harry recusa, mas não é como se ele tivesse muitas opções, né? Pinhead apronta uma para cima dele que o deixa sem escolhas, portanto, a maior parte do livro se passa no Inferno, quando D'Amour e seus amigos partem em busca do cenobita para testemunhar o que quer que seja.

Para ser sincera, eu estava esperando um livro bem gore, com muito sangue, vísceras, desmembramentos e todas essas coisas *nojentas* voando pra lá e pra cá, mas felizmente isso não aconteceu. No prólogo realmente tem isso, mas depois a trama assume ares mais aventureiros. Gostei muito da representação do Inferno, combinou com o clima do livro e tornou tudo bem mais interessante. Gostei também do Harry e seus amigos, são personagens muito carismáticos que contribuíram bastante para o desenvolvimento da história.

O que me deixou um pouco chateada foi o comportamento do Pinhead. Pela fama que ele e todos os cenobitas têm, achei que suas ações no livro deixaram a desejar. A "batalha final" também não me agradou, foi bem frustrante. Isso vai parecer meio contraditório, porque eu acabei de mencionar que esperava um pouco mais do Sacerdote do Inferno (no sentido de ser mau), mas lá pelo final da trama ele faz uma coisa que me deixou bem pistola, foi desnecessário, não era bem naquilo que eu estava pensando quando disse que queria mais maldade.

Enfim, é um livro bom. O universo que Clive Barker criou é interessantíssimo, assim como os próprios cenobitas e todo o esquema da Caixa das Lamentações, sem dúvida. Meu problema com essa obra está no comportamento e nas motivações do Pinhead e na batalha final. Hellraiser é infinitamente melhor! Mesmo assim, se você tem interesse nesse tipo de história, eu recomendo, sim, a leitura. Até porque, pode ser que você goste muito da trama. :)

Obs.: Evangelho de Sangue NÃO é uma continuação de Hellraiser (e nem o contrário).

Até a próxima, pessoal!


Informações gerais
Título da obra: Evangelho de Sangue
Autor(a): Clive Barker
Ano da edição lida: 2016
Editora: DarkSide Books
Páginas: 320
Classificação: ✯✯✯

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Resenha | Os Condenados, de Andrew Pyper


SINOPSE
Danny Orchard conseguiu enganar a morte e ganhou uma segunda chance para viver. Só que ele não voltou do inferno sozinho. Em Os Condenados, Andrew Pyper, autor do fenômeno O Demonologista, explora as conexões de amor e ódio entre irmãos gêmeos, numa história sobrenatural digna de pesadelos.
Danny passou por uma experiência de quase-morte em um incêndio há mais de vinte anos. Sua irmã gêmea, Ashleigh, não teve a mesma sorte. Danny conseguiu transformar sua tragédia pessoal em um livro que se tornaria um grande best-seller. Ainda que isso não signifique que ele tenha conseguido superar a morte da irmã. Claro, ela nunca mais o deixaria em paz.
Mesmo depois de morta, Ash continua sendo uma garota vingativa e egoísta, como sempre. Mas agora que seu irmão finalmente tenta levar uma vida normal, ela se torna cada vez mais possessiva. Danny parece condenado à solidão. Qualquer chance de felicidade é destruída pelo fantasma de seu passado, e se aproximar de outras pessoas significa colocá-las em risco.
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Em seu aniversário de 16 anos, Danny Orchard morre num incêndio, numa tentativa de salvar sua irmã gêmea, Ashleigh, que também perde a vida nesse acidente. Entretanto, apenas Danny consegue voltar do mundo dos mortos, mas isso não significa que ele está livre de sua irmã. Pelo contrário. Ela sempre dá um jeito de atormentá-lo e de impedir que ele tenha uma vida "normal". Mas por que se livrar da irmã seria uma coisa tão boa? Simples: ela era uma psicopata de primeira linha!

Em algumas partes do livro, Danny nos conta algumas de suas experiências com Ash: a forma como ela sempre dominava os lugares, relegando-o ao segundo plano; como as pessoas exultavam Ash e o "menosprezavam"; como ela gostava de vê-lo presenciando suas atrocidades etc. Nem seus pais sabiam como lidar com a garota e cada um deles procurava refúgio em um lugar diferente: a mãe na bebida, o pai no trabalho. Enfim, a vida deles não era nada boa.

Quando Ash morre, Danny (depois de voltar à vida) acredita que seus dias serão bem melhores. Mas essa "felicidade" não dura quase nada, pois em pouco tempo sua irmã passa a assombrá-lo. Na tentativa de se livrar dela, que está mais forte a cada dia que passa, ele mergulha em uma jornada para descobrir o que realmente aconteceu no dia do incêndio, achando que desta forma ela o deixará em paz.

A construção da personalidade de Ash foi uma coisa que me agradou muito no livro, pois achei que foi relativamente bem retratada. Ficou evidente que ela era uma psicopata e que seu comportamento assustava seus familiares, que não sabiam o que fazer com ela, nem como lidar com seu "problema". Outra coisa que gostei foi a investigação: não é nada muito elaborado, não tem pistas complexas a seguir e passa bem longe de um romance com Hercule Poirot ou Sherlock Holmes, mas foi interessante acompanhá-la e despertou minha curiosidade. A descrição do Outro Lado (inferno, mais precisamente kkkkk) é bem perturbadora e dá pra ficar com certo 'medinho'. Impressionante.

Enfim, não é uma trama espetacular, mas se for comparar com O Demonologista, do mesmo autor, Os Condenados com certeza ganha. Recomendo a leitura!

Até a próxima, pessoal!


Informações gerais
Título da obra: Os Condenados
Autor(a): Andrew Pyper
Ano da edição lida: 2016 
Editora: DarkSide Books
Páginas: 336
Classificação: ✯✯✯✯

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Resenha | Em algum lugar nas estrelas, de Clare Vanderpool


SINOPSE
Em algum lugar nas estrelas é um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença. Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker. A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai... bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine. O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden.
Early, um nome que poderia ser traduzido como precoce, é uma descrição muito adequada para um prodígio como ele, que decifra casas decimais do número Pi como se lesse uma odisseia. Mas, por trás de sua genialidade, há uma enorme dificuldade de se relacionar com o mundo e de lidar com seus sentimentos e com as pessoas ao seu redor.
Obsessivo, Early Auden tem regras específicas sobre que músicas deve ouvir em cada dia da semana: Louis Armstrong às segundas; Sinatra às quartas; Glenn Miller às sextas; Mozart aos domingos e Billie Holiday sempre que estiver chovendo. Seu comportamento é um dos muitos indícios da síndrome de Asperger, uma forma branda de autismo que só seria descoberta muito tempo depois da Segunda Guerra.
Quando chegam as festas de fim de ano, a escola fica vazia. Todos os alunos voltam para casa, para celebrar com suas famílias. Todos, menos Jack e Early. Os dois aproveitam a solidão involuntária e partem em uma jornada ao encontro do lendário Urso Apalache. Nessa grande aventura, vão encontrar piratas, seres fantásticos e até, quem sabe, uma maneira de trazer os mortos de volta, ainda que talvez do que Jack mais precise seja aprender a deixá-los em paz.
Em algum lugar nas estrelas é uma daquelas grandes histórias que permanecem com você por muito tempo, perfeita para ler entre amigos ou passar de pai para filho. Tudo que é real pode ser uma grande fantasia ou uma coincidência inevitável. Somos muito mais que um simples desejo do acaso.
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Jack Baker é um garoto de 13 anos que, recentemente, perdeu sua mãe. Além disso, seu pai, capitão da Marinha, é um pouco ausente, principalmente por causa de suas obrigações profissionais, e não sabe lidar muito bem com tudo o que está acontecendo. Pai e filho reagem de maneiras bem distintas às coisas e isso gera certo conflito entre eles.

A história se passa após a Segunda Guerra Mundial, no Maine. O pai de Jack o matricula no internato Morton Hill e o garoto não está nem um pouco animado com a perspectiva. Ainda abalado com a morte da mãe e sentindo a indiferença do pai, ele até tenta se enturmar, mas as coisas não dão muito certo. Até que ele conhece Early Auden, um garoto inteligentíssimo, porém, um pouco "esquisito". E daí nasce uma grande amizade.

Early Auden não tem o hábito de frequentar as aulas e, quando o faz, desiste assim que um professor fale algo que contrarie suas opiniões. Ninguém na escola, aparentemente, se importa com isso. Jack e Early passam muito tempo juntos e se tornam grandes amigos. E é por isso que quando Early decide partir numa jornada em busca do Urso Apalache - fora da escola, atravessando riachos, florestas etc. - Jack resolve ir junto com ele, mesmo achando aquilo meio absurdo.

Essa jornada é a coisa mais fantástica que eu já li na vida!!! O livro intercala as aventuras dos meninos com a história de Pi, contada por Early para Jack. Auden é completamente obcecado pelo número Pi e consegue enxergar nele uma magnífica história. Depois de um tempo você começa a traçar paralelos entre tudo o que Pi enfrentou com os próprios desafios vivenciados pelos garotos.

Essa é uma história incrível sobre amizade, superação, autoconhecimento e aventura. Jack e Early são personagens magníficos e únicos. De um lado temos Jack, cético, reticente, um garoto que amadureceu muito cedo por conta de tudo o que sofreu. Do outro lado temos Early, inocente, inteligente, metódico e literal. Essa combinação tão improvável é uma das coisas mais adoráveis do livro. A narrativa é doce, empolgante e tocante. Sinceramente, não tem nada que eu escreva aqui que possa explicar o quanto eu AMEI essa leitura!

Por favor, pessoas, leiam esse livro se tiverem a oportunidade. Tenho (quase) certeza de que vocês não vão se arrepender.

Obs.: essa foi a resenha mais difícil que eu já fiz por aqui. Nunca imaginei que fosse tão complicado escrever sobre um livro que adorei. Espero que tenham gostado.

Até a próxima, pessoal!


Informações gerais 
Título da obra: Em algum lugar nas estrelas
Autor(a): Clare Vanderpool
Ano da edição lida: 2016
Editora: DarkSide Books
Páginas: 288
Classificação: ✯✯✯✯✯

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Lançamento | MINHA VIDA FORA DOS TRILHOS (DarkSide Books)



ÀS VEZES, PRECISAMOS DESCER DO TREM PARA SEGUIR ADIANTE

Embarque agora mesmo numa viagem que tanto pode levar você de volta à infância como ao tortuoso caminho do amadurecimento. Recomendamos sempre a companhia de um livro. Que tal Minha vida fora dos trilhos, um romance capaz de despertar o lado mais aventureiro e nostálgico que existe em você?

O que é preciso saber sobre este livro? Bem, só para abrir seu apetite literário, fique sabendo que Minha vida fora dos trilhos foi escrito por ninguém menos que Clare Vanderpool, a mesma autora do encantador e mágico Em algum lugar nas estrelas. Ambos os livros compartilham a mesma essência: personagens muito jovens, longe de seus pais, escutam o convite da estrada, e partem em jornadas pessoais, repletas de riscos, desafios e — quem sabe? — ensinamentos.

O estilo de Clare remete aos grandes clássicos como As Aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain, ao eterno Conta Comigo, filme inspirado na obra do mestre Stephen King. E, assim como em O Mágico de Oz, o novo romance de Clare Vanderpool nos leva para algum lugar perdido do Kansas, ao lado de uma garota muito peculiar.

A protagonista de Minha vida fora dos trilhos, Abilene Tucker, tem apenas 12 anos, mas é corajosa e impetuosa o suficiente para encontrar aventuras na pequena cidade de Manifest, Kansas, um fim de mundo para onde seu pai a enviou de trem a fim de passar o verão sob a tutela de um velho conhecido enquanto ele trabalha em uma ferrovia.

O que parecia ser o período mais solitário e entediante de sua vida ganha um novo e surpreendente rumo quando Abilene encontra uma velha caixa de charutos com cartas antigas e pequenas lembranças de outros tempos. Aos olhos curiosos da menina, a caixa se torna uma verdadeira arca do tesouro, onde segredos enterrados conectam dois momentos da cidade. A partir de então, o livro se divide em duas narrativas cronológicas: passado e presente se misturam, daquela maneira mágica que só um bom livro consegue contar.

Os acontecimentos vão da época da Primeira Guerra Mundial à Grande Depressão norte-americana dos anos 1930, com soberba fidelidade histórica que ajudam a construir esta narrativa de perda e redenção. Minha vida fora dos trilhos é mais um livro da coleção DarkLove, a linha editorial da DarkSide® Books que publica exclusivamente autoras com grandes histórias para contar. Livros para morrer de amor. E, como sempre, em uma edição capaz de transportar os leitores para dentro do livro. A nossa viagem começa aqui...

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Esta sinopse foi retirada do próprio site da DarkSide Books. Para mais informações sobre esse e outros livros, acesse: http://www.darksidebooks.com.br/.

O lançamento de Minha vida fora dos trilhos está previsto para o dia 29 de maio.

Eu já li Em algum lugar nas estrelas e gostei muito do livro (em breve terá resenha por aqui). Foi uma das histórias mais bonitas e emocionantes que já li nos últimos tempos, portanto, minha expectativa para esse lançamento está lá nas alturas! kkkkkk

Até a próxima, pessoal!

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Lançamento | O SEGREDO DOS CORPOS (DarkSide Books)



APÓS A MORTE A VERDADE VIVE

Há mais de 40 anos, ele desvenda segredos daqueles que já se foram, muitos de forma misteriosa e violenta. Não há nada de místico em seu trabalho. Devoto da ciência, o Dr. Vincent Di Maio é um dos mais renomados médicos forenses dos EUA, e ele resolveu dividir tudo o que aprendeu com os mortos em seu livro O Segredo dos Corpos.

CSI, Dexter, O Silêncio dos Inocentes, True Detective. A medicina forense tem sido uma fonte constante de inspiração para grandes narrativas policiais. Uma tradição que remonta às primeiras histórias de Sherlock Holmes no século XIX. Mas será que a arte imita mesmo a vida — ou, nesse caso, a morte? O que realmente acontece numa autópsia? Você não precisa mais morrer de curiosidade. Ler O Segredo dos Corpos é como estar dentro do necrotério, participando de uma verdadeira aula sobre patologia criminal. Sem o inconveniente cheiro do formol.

O Segredo dos Corpos disseca casos surpreendentes que ajudaram a construir a reputação do legista. Como a exumação de Lee Harvey Oswald, suposto assassino do presidente Kennedy. Ou a investigação pela morte do adolescente Trayvon Martin, em 2012, na Flórida, crime que acabaria impulsionando o movimento Black Lives Matter, de denúncia contra o racismo na sociedade norte-americana.

O livro apresenta ainda casos reais de serial killers que ainda aterrorizam o imaginário popular. E num capítulo especial, o autor questiona o alegado suicídio de Vincent van Gogh. Atendendo a um pedido de Steven Naifeh e Gregory White Smith, coautores de Van Gogh: A Vida, biografia do pintor, Di Maio analisou o caso e acredita que a marca da ferida revelara que o tiro não poderia ser “autoinfligido”.

A verdade nua e crua é o que você pode esperar em O Segredo dos Corpos. Escrito a quatro mãos, duas delas no bisturi do Dr. Vincent Di Maio e as outras duas do veterano escritor Ron Franscell, parceiro de Vincent Bugliosi (autor de Helter Skelter), o livro revela surpresas a cada página. Conheça a história da medicina legal, as curiosidades de uma profissão que aparenta ser tão mórbida e sombria, e as razões que levam alguém a dedicar toda sua vida a pesquisar os mortos.

O Segredo dos Corpos é um dos finalistas na categoria de não ficção do Edgar Allan Poe Awards de 2017, e chega ao Brasil pela DarkSide® Books. O livro faz parte da coleção Crime Scene®: histórias reais, indicadas para quem tem o espírito investigador e não se assusta facilmente. Entre os títulos da coleção estão Casos de Família, Serial Killers – Louco ou Cruel? e Serial Killers – Made in Brazil, os três de Ilana Casoy; a premiada biografia Manson, de Jeff Guinn; e o best-seller Serial Killers, Anatomia do Mal, de Harold Schechter.

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Se é da coleção Crime Scene®, to dentro!!! Vai fazer par com Casos de Família, da Ilana Casoy, na minha lista de desejados!

O lançamento está previsto para o dia 30 de abril!

Para mais informações, consultar:


Até a próxima, pessoal!

quarta-feira, 8 de março de 2017

Resenha | O menino que desenhava monstros, de Keith Donohue


SINOPSE
Um livro para fazer você fechar as cortinas e conferir se não há nada embaixo da cama antes de dormir. O Menino que Desenhava Monstros ganhará uma adaptação para os cinemas, dirigida por ninguém menos que James Wan, o diretor de Jogos Mortais e Invocação do Mal.
Jack Peter é um garoto de 10 anos com síndrome de Asperger que quase se afogou no mar três anos antes. Desde então, ele só sai de casa para ir ao médico. Jack está convencido de que há de monstros embaixo de sua cama e à espreita em cada canto. Certo dia, acaba agredindo a mãe sem querer ao achar que ela era um dos monstros que habitavam seus sonhos. Ela, por sua vez, sente cada vez mais medo do filho e tenta buscar ajuda, mas o marido acha que é só uma fase e que isso tudo vai passar.
Não demora muito até que o pai de Jack também comece a ver coisas estranhas. Uma aparição que surge onde quer que ele olhe. Sua esposa passa a ouvir sons que vêm do oceano e parecem forçar a entrada de sua casa. Enquanto as pessoas ao redor de Jack são assombradas pelo que acham que estão vendo, os monstros que Jack desenha em seu caderno começam a se tornar reais e podem estar relacionados a grandes tragédias que ocorreram na região. Padres são chamados, histórias são contadas, janelas batem. E os monstros parecem se aproximar cada vez mais.
Na superfície, O Menino que Desenhava Monstros é uma história sobre pais fazendo o melhor para criar um filho com certo grau de autismo, mas é também uma história sobre fantasmas, monstros, mistérios e um passado ainda mais assustador. O romance de Keith Donohue é um thriller psicológico que mistura fantasia e realidade para surpreender o leitor do início ao fim ao evocar o clima das histórias de terror japonesas.
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"Enquanto não abandonarmos nossos medos e ressentimentos não encontraremos a saída do quarto escuro."
Outono à beira-mar na Casa dos Sonhos
(frase na última página do livro)

Tenho quase certeza de que não entendi qual era a ideia desse livro. Vejo inúmeras pessoas dizendo maravilhas sobre a obra, declarando todo o seu amor a ela, e a única coisa em que consigo pensar foi por que diabos perdi meu tempo com essa leitura. :'(

Jack Peter (que dá título ao livro) é um garoto de 10 anos com síndrome de Asperger, uma forma de autismo. Além disso, após um episódio trágico em que quase se afogou no mar, desenvolveu agorafobia, medo de espaços abertos/públicos, o que faz com que tirá-lo de casa para consultas médicas seja um verdadeiro problema. Para passar o tempo, Jack desenha, principalmente monstros. O problema é que esses monstros, aparentemente, ganham vida e passam a atormentar os demais membros da casa.

A história tem uma premissa muito interessante, mas ela foi desenvolvida de maneira péssima. Não consegui gostar de Jack Peter, ele me pareceu... mau. Não consegui criar empatia. O pai de Jack, Tim, é um completo babaca e sua única serventia na trama foi me irritar; eu tinha vontade de defenestrar o livro toda vez que ele aparecia. A mãe de Jack, Holly, e seu melhor amigo, Nick, foram os melhores personagens, na minha opinião. O padre Bolden e sua governanta, Srta. Tiramaku, até que poderiam ter um papel de destaque na trama, mas o autor não soube aproveitá-los.

Os momentos em que senti medo/tensão foram mínimos e pouco tinham a ver com os monstros de Jack. Há uma história paralela muito mais interessante - o naufrágio do Porthleven -, mas novamente o autor não soube aproveitar sua própria criação. A época do ano em que se passa a trama foi bastante apropriada, pois invernos rigorosos, com cidade praticamente vazia, costumam propiciar um cenário e tanto para histórias sombrias (ou que tentam ser sombrias).

Lendo algumas resenhas por aí, até cheguei a entender algumas analogias que fizeram sobre monstros interiores, ou seja, os monstros que cultivamos dentro de nós, mas a psicologia da obra foi tão fraca que me abstenho de fazer qualquer comentário a respeito: ou estão vendo coisas demais, ou eu estou vendo coisas de menos (a segunda opção é bem mais provável).

O final não conseguiu me convencer, pois achei meio desnecessário e forçado, além de muito apressado. O autor ficou enrolando durante todo o livro com uma narrativa maçante e depois resolveu concluir toda a história em meia dúzia de páginas.

Para finalizar a resenha, eu recomendo que vocês leiam o livro para tirar suas próprias conclusões, pois tenho quase certeza de que meu julgamento foi afetado por um único acontecimento no livro (era um evento que tinha acontecido no passado) que me tirou completamente do sério. Pode ser que isso não os afete e que vocês consigam aproveitar a obra. Se vocês lerem/já leram, por favor, me diga o que acharam nos comentários! :)

Obs.: neste caso, acho que o filme será melhor do que o livro. Vejamos no que vai dar...

Até a próxima, pessoal!


Informações gerais 
Título da obra: O menino que desenhava monstros
Autor(a): Keith Donohue
Ano da edição lida: 2016
Editora: DarkSide
Páginas: 256
Classificação: ✯✯✯✯

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Lançamento | A GUERRA QUE SALVOU A MINHA VIDA (Darkside Books)



QUANDO A GUERRA COMEÇA DENTRO DE CASA.

A guerra que salvou a minha vida é um daqueles romances que você lê com um nó no peito, sorrisos no rosto e lágrimas nos olhos entre um parágrafo e outro. Uma obra sobre as muitas batalhas que precisamos vencer para conquistar um lugar no mundo.
 
Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando.
 
Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor.
 
Kimberly Brubaker Bradley consegue ir muito além do que se convencionou chamar “história de superação”. Seu livro é um registro emocional e historicamente preciso sobre a Segunda Guerra Mundial. E de como os grandes conflitos armados afetam a vida de milhões de inocentes, mesmo longe dos campos de batalha. No caso da pequena Ada, a guerra começou dentro de casa.
 
Essa é uma das belas surpresas do livro: mostrar a guerra pelos olhos de uma menina, e não pelo ponto de vista de um soldado, que enfrenta a fome e a necessidade de abandonar seu lar. Assim como a protagonista, milhares de crianças precisaram deixar a família em Londres na esperança de escapar dos horrores dos bombardeios.
 
Combinando a ternura Em algum lugar nas estrelas, outro título da coleção DarkLove, com a realidade angustiante de O Diário de Anne Frank, A guerra que salvou a minha vida apresenta uma perspectiva da Segunda Guerra Mundial vista pelos olhos de uma menina que se transforma em refugiada no seu próprio país. Mais uma oportunidade perfeita para emocionar corações de todas as idades e relembrar os valores do companheirismo e da amizade em todos os momentos da nossa vida. Vencedor do Newbery Honor Award, primeiro lugar na lista do New York Times e adotado em diversas escolas nos Estados Unidos.
 
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A previsão de lançamento do livro é 20 de março.
 
Adoro livros que tratam sobre a Segunda Guerra Mundial, não importando o aspecto a ser destacado nas tramas, portanto, é seguro dizer que fiquei bem ansiosa para ler esse livro! :D 

Para mais informações, consultar:

Até a próxima, pessoal!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Book Haul | Janeiro de 2017

Olá, pessoal! Tudo bem com vocês?

Hoje trago os livros que ganhei de presente de aniversário em janeiro (obrigada, família e amigos!). Essas obras estavam na minha lista de desejados, portanto, foram muito mais do que acertados. Vamos aos títulos:

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GUERRA DO VELHO,
de John Scalzi


[Sinopse] A humanidade finalmente chegou à era das viagens interestelares. A má notícia é que há poucos planetas habitáveis disponíveis – e muitos alienígenas lutando por eles. Para proteger a Terra e também conquistar novos territórios, a raça humana conta com tecnologias inovadoras e com a habilidade e a disposição das FCD - Forças Coloniais de Defesa. Mas, para se alistar, é necessário ter mais de 75 anos. John Perry vai aceitar esse desafio e ele tem apenas uma vaga ideia do que pode esperar. Guerra do Velho é frequentemente comparado a um dos maiores clássicos da ficção científica: Tropas Estrelares, de Robert Heinlein. O próprio Scalzi já confirmou que Heinlein é uma das suas maiores influências e que a obra foi escrita seguindo os princípios que ele acredita serem próprios da escrita do autor que tanto admira. Scalzi é um dos principais nomes da ficção científica contemporânea. Ganhador dos prêmios Hugo e Locus, o autor conquistou público, crítica e mercado. Em fevereiro de 2015, fechou um contrato com a editora Tor Books de cerca de $3,4 milhões, para publicar 13 livros nos próximos 10 anos. O canal SyFy está produzindo uma série de TV – chamada Ghost Brigades – como adaptação do livro, e a Paramount já comprou os direitos para levar a história para as telas do cinema.



EM ALGUM LUGAR NAS ESTRELAS,
de Clare Vanderpool


[Sinopse] Em algum lugar nas estrelas é um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença. Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker. A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai... bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine. O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden.
Early, um nome que poderia ser traduzido como precoce, é uma descrição muito adequada para um prodígio como ele, que decifra casas decimais do número Pi como se lesse uma odisseia. Mas, por trás de sua genialidade, há uma enorme dificuldade de se relacionar com o mundo e de lidar com seus sentimentos e com as pessoas ao seu redor.
Obsessivo, Early Auden tem regras específicas sobre que músicas deve ouvir em cada dia da semana: Louis Armstrong às segundas; Sinatra às quartas; Glenn Miller às sextas; Mozart aos domingos e Billie Holiday sempre que estiver chovendo. Seu comportamento é um dos muitos indícios da síndrome de Asperger, uma forma branda de autismo que só seria descoberta muito tempo depois da Segunda Guerra.
Quando chegam as festas de fim de ano, a escola fica vazia. Todos os alunos voltam para casa, para celebrar com suas famílias. Todos, menos Jack e Early. Os dois aproveitam a solidão involuntária e partem em uma jornada ao encontro do lendário Urso Apalache. Nessa grande aventura, vão encontrar piratas, seres fantásticos e até, quem sabe, uma maneira de trazer os mortos de volta,  ainda que talvez do que Jack mais precise seja aprender a deixá-los em paz.
Em algum lugar nas estrelas é uma daquelas grandes histórias que permanecem com você por muito tempo, perfeita para ler entre amigos ou passar de pai para filho. Tudo que é real pode ser uma grande fantasia ou uma coincidência inevitável. Somos muito mais que um simples desejo do acaso.



O MENINO QUE DESENHAVA MONSTROS,
de Keith Donohue


[Sinopse] Um livro para fazer você fechar as cortinas e conferir se não há nada embaixo da cama antes de dormir.
Jack Peter é um garoto de 10 anos com síndrome de Asperger que quase se afogou no mar três anos antes. Desde então, ele só sai de casa para ir ao médico. Jack está convencido de que há monstros embaixo de sua cama e à espreita em cada canto. Certo dia, acaba agredindo a mãe sem querer, ao achar que ela era um dos monstros que habitavam seus sonhos. Ela, por sua vez, sente cada vez mais medo do filho e tenta buscar ajuda, mas o marido acha que é só uma fase e que isso tudo vai passar.
Não demora muito até que o pai de Jack também comece a ver coisas estranhas. Uma aparição que surge onde quer que ele olhe. Sua esposa passa a ouvir sons que vêm do oceano e parecem forçar a entrada de sua casa. Enquanto as pessoas ao redor de Jack são assombradas pelo que acham que estão vendo, os monstros que Jack desenha em seu caderno começam a se tornar reais e podem estar relacionados a grandes tragédias que ocorreram na região. Padres são chamados, histórias são contadas, janelas batem. E os monstros parecem se aproximar cada vez mais.
Na superfície, O menino que desenhava monstros é uma história sobre pais fazendo o melhor para criar um filho com certo grau de autismo, mas é também uma história sobre fantasmas, monstros, mistérios e um passado ainda mais assustador. O romance de Keith Donohue é um thriller psicológico que mistura fantasia e realidade para surpreender o leitor do início ao fim ao evocar o clima das histórias de terror japonesas.



A VERDADE SOBRE O CASO HARRY QUEBERT,
de Joël Dicker 


[Sinopse] Aos vinte e oito anos, Marcus Goldman viu sua vida se transformar radicalmente. Seu primeiro livro tornou-se um best-seller, ele virou uma celebridade e assinou um contrato milionário para um novo romance. E então foi acometido pela doença dos escritores. A poucos meses do prazo para a entrega do novo original, pressionado por seu editora e por seu agente, Marcus não consegue escrever nem uma linha.
Na tentativa de superar seu bloqueio criativo, Marcus decide passar uns dias com seu mentor, Harry Quebert, um dos escritores mais respeitados do país. É então que tudo muda. O corpo de uma jovem de quinze anos - desaparecida sem deixar rastros em 1975 - é encontrado enterrado no jardim de Harry, junto com o original do romance que o consagrou. Harry admite ter tido um caso com a garota e ter escrito o livro para ela, mas alega inocência no caso do assassinato.
Com o intuito de ajudar Harry, Marcus começa uma investigação por contra própria. Uma teia de segredos emerge, mas a verdade só virá à tona depois de uma longa e complexa jornada.
Um extraordinário livro de suspense, uma história de amor e um thriller excepcional, A verdade sobre o caso Harry Quebert escapa a todas as tentativas de descrição. Nada do que você leu antes poderia prepará-lo para este livro.

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Espero que tenham gostado, pessoal! Esses livros foram incluídos na minha meta para 2017 (que já está gigantesca, muito mais pretensiosa do que a do ano passado). Conforme os livros forem livros, faço resenha por aqui.

Até a próxima!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

TOP 5 | Livros de terror que quero ler em 2017

Olá, pessoal!

Seguindo a ideia de listar obras que quero ler em 2017, de acordo com características específicas, trago para vocês os cinco livros de terror que pretendo ler esse ano (os livros do Stephen King que listei AQUI e que se enquadram nessa categoria, não foram contabilizados):

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O EXORCISTA,
de William Peter Blatty


[Sinopse] Um enredo inquietante e tenso: investigações se sucedem em crescente suspense. Um fenômeno que provoca vergonha, nojo e pavor nas pessoas. Médicos, padres e policiais assistem, impotentes, à posse e à destruição de uma criança inocente. Baseado em casos verídicos e em considerações da própria Igreja Católica, este livro polêmico permaneceu mais de um ano nas listas de best sellers dos Estados Unidos.














EVANGELHO DE SANGUE,
de Clive Barker 


[Sinopse] Evangelho de Sangue é o sombrio, sangrento e brutal épico do terror, narrado pelo mestre inquestionável do gênero. O livro oferece uma junção clara dentro do universo de Barker. Os leitores mais atentos já perceberam que as histórias dele se passam em um mesmo universo, mas, agora, o mundo de Hellraiser é explicitamente unido ao do detetive Harry D’Amour – que aparece em outras histórias do autor, como o conto “The Last Illusion”, presente no sexto volume dos Livros de Sangue, e no romance Everville.
D’Amour, que se dedica a investigar casos sobrenaturais, mágicos e malignos, vem encarando seus demônios pessoais há anos. Quando ele se depara com uma Caixa das Lamentações, seus demônios internos são substituídos por demônios de verdade, conforme ele se vê enredado em um terrível jogo de gato e rato, absolutamente complexo, sangrento e perturbador. Evangelho de Sangue reconduz os leitores ao tempo marcado por dois de seus mais icônicos personagens, que conduzem a história em uma batalha entre o bem e o mal tão antiga quanto o tempo, onde o autor conecta a mitologia de Hellraiser ao Inferno bíblico.




A COR QUE CAIU DO ESPAÇO,
de H. P. Lovecraft 


[Sinopse] A cor que caiu do espaço (1927) marca o primeiro passo decisivo de Lovecraft em direção ao horror cósmico inspirado pela ficção científica. Na história, um vilarejo a oeste de Arkham vê-se ameaçado quando um meteoro cai na propriedade de um fazendeiro local e traz consigo uma estranha aberração cromática que afeta a flora e a fauna da região --- e cria o cinzento e estéril “descampado maldito” onde nada cresce. O volume traz ainda em apêndice os textos “Notas sobre uma não entidade” (1933), o mais longo relato autobiográfico escrito por Lovecraft, “A confissão de um cético” (1922), breve ensaio em que o autor traça a evolução dos próprios interesses religiosos, científicos e filosóficos ao longo da vida, e “Notas sobre ficção interplanetária” (1934), artigo em que defende as possibilidades artísticas da ficção científica e ataca os clichês deste gênero.







FRANKENSTEIN,
de Mary Shelley


[Sinopse] Neste clássico da literatura ocidental, o suspense percorre todo o romance, do início ao fim. Inebriado por uma sociedade cientificista e encantado com a alquimia medieval, um estudante decide criar um ser humano. Quando, porém, ele dá o sopro de vida à criatura, é tomado de horror e foge, abandonando sua invenção. Com uma personalidade a um só tempo dócil e cruel, forjada numa existência solitária no mundo, o monstro decide ir atrás de seu criador. Mas é novamente rejeitado e, amargurado pelo modo odioso com que é tratado pelas pessoas, inicia a mais cruel das vinganças, que desencadeia uma dupla perseguição e um inevitável fim trágico.










O MÉDICO E O MONSTRO,
de Robert Louis Stevenson


[Sinopse] Dr. Jekyll é um renomado médico em Londres. Homem de posses, consegue conciliar seu trabalho diário com seus experimentos científicos, através dos quais busca realizar um desejo secreto. Sua determinação se baseia em uma única convicção: "O homem não é verdadeiramente um ser, mas dois." Enfim, dr. Jekyll cria uma poção que o permite liberar seu lado mais vil. Na personalidade de Mr. Hyde, as atitudes mais violentas são tomadas, deixando para o médico a integridade dos bons atos. Mas um desfecho surpreendente põe em xeque a aparente liberdade e controle do médico.









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Quando essa postagem for ao ar, muito provavelmente já terei terminado a leitura de O Exorcista. Em breve teremos resenha por aqui.

A cor que caiu do espaço será, na realidade, uma releitura. Eu o li em 2013, mas senti que não dei a atenção que ele merecia. Em 2017 será diferente! ;)

Espero que tenham gostado, pessoal! Sintam-se à vontade para me indicar livros de terror nos comentários.

Até a próxima!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Resenha | Confissões do Crematório, de Caitlin Doughty



SINOPSE
Ainda jovem, Caitlin conseguiu emprego em um crematório na Califórnia e aprendeu muito mais do que imaginava barbeando cadáveres e preparando corpos para a incineração. A exposição constante à morte mudou completamente sua forma de encarar a vida e a levou a escrever um livro diferente de tudo o que você já leu sobre o assunto.
Confissões do Crematório reúne histórias reais do dia-a-dia de uma casa funerária, inúmeras curiosidades e fatos filosóficos, históricos e mitológicos. Tudo, é claro, com uma boa dose de humor. Enquanto varre as cinzas das máquinas de incineração ou explica com o que um crânio em chamas se parece, ela desmistifica a morte para si e para seus leitores.
O livro de Caitlin – criadora da websérie Ask a Mortician – levanta a cortina preta que nos separa dos bastidores dos funerais e nos faz refletir sobre a vida e a morte de maneira inteligente, honesta e despretensiosa – exatamente como deve ser. Como a autora ressalta na nota que abre o livro, “a ignorância não é uma bênção, é apenas uma forma profunda de terror”.
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Os seres humanos não são os favoritos da natureza. Somos apenas um de uma variedade de espécies nas quais a natureza exerce sua força de forma indiscriminada.
(frase de Camille Paglia, p.143)

Assim que esse livro chegou em casa, no último dia de novembro (Black Friday, sua linda!), resolvi lê-lo imediatamente! Não sei se foi a premissa, o título instigante ou a capa maravilhosa (ou a combinação das três coisas), mas algo me dizia que essa seria uma das melhores leituras que eu poderia fazer em 2016. E eu estava completamente certa!

Confissões do Crematório é um livro para quem planeja morrer um dia (tá na capa), mas mesmo que você não planeje nada, isso vai acontecer de qualquer jeito. Resumindo: é um livro para todos nós! A autora nos conta sua experiência como funcionária da "indústria da morte", primeiro como operadora de fornos crematórios e depois como motorista de van para transporte de corpos (além de barbeadora de cadáveres, maquiadora e o que mais precisar fazer). Enquanto relata o dia a dia de uma agência funerária, lança mão de fatos históricos, filosóficos e mitológicos para exemplificar como diferentes sociedades/culturas entendem a morte. As críticas ao modo como nós tentamos de todas as formas esconder os efeitos da morte - e a própria morte - através do embalsamamento, maquiagem etc., ao invés de naturalizá-los, me deram no que pensar.

A maioria das pessoas evita falar sobre morte, sentem relutância em tocar nesse assunto. É compreensível, pois tentam escondê-la de nós desde crianças. A autora conta a história de um peixinho que morreu quando ela era pequena, mas que imediatamente foi substituído por um igual pelo seu pai, para que ela não percebesse o que tinha acontecido. Casos como esse devem acontecer com frequência; quando a pessoa é finalmente exposta à morte, o baque é muito grande e o que resulta disso é trauma, medo e por aí vai. As intenções por trás de toda essa proteção são as melhores possíveis (eu acho) mas, no fim, isso não resolve muita coisa.

Eu ainda não sei lidar muito bem com a morte, de vez em quando tenho uns surtos e fico pensando que cada dia que acordo é um a menos na minha vida. Pensar dessa forma não é nem um pouco produtivo e, principalmente, saudável, mas ler esse livro já me ajudou bastante. A ideia dele não é banalizar a morte, e sim naturalizá-la. Aprender a lidar com ela nos dá a possibilidade de aproveitar muito mais a nossa vida, os nossos preciosos dias.

Caitlin Doughty escreve sobre esse tema com leveza e humor, o que torna a leitura muito fluida e tranquila. Passei bons momentos lendo esse livro, recomendo muito!

Até a próxima, pessoal!


Informações gerais
Título da obra: Confissões do Crematório
Autor(a): Caitlin Doughty
Ano da edição lida: 2016
Editora: DarkSide Books
Páginas: 260
Classificação: ✯✯✯✯✯

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Book Haul | Dezembro de 2016

Olá, pessoal!
Tudo bem com vocês?

Hoje trago um breve resumo sobre os livros que ganhei de Natal dos meus familiares (para o bem do meu bolso, não comprei nada em dezembro! hehe). Ao todo foram quatro livros, que são:

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LUGAR NENHUM,
de Neil Gaiman


[Sinopse] Publicado pela primeira vez em 1997, a partir do roteiro para uma série de TV, o sombrio e hipnótico Lugar Nenhum, primeiro romance de Neil Gaiman, anunciou a chegada de um grande nome da literatura contemporânea e se tornou um marco da fantasia urbana. Ao longo dos anos, diferentes versões foram publicadas nos Estados Unidos e na Inglaterra, e Neil Gaiman elaborou, a partir desse material, um texto que viesse a ser definitivo: esta edição preferida do autor.
Em Lugar Nenhum, Richard Mayhew é um homem simples de coração bom que tem a vida transformada quando ajuda uma jovem que encontra ferida numa calçada. De um dia para o outro, Richard se torna invisível na Londres que sempre conheceu: não tem mais trabalho, não tem mais noiva, não tem mais casa. Para recuperar sua vida, ele se embrenha em um mundo que nunca sonhou existir, uma cidade que se abre nos esgotos e nos túneis subterrâneos: a chamada Londres de Baixo, em que personagens únicos e cenários mirabolantes fazem a Londres de Cima parecer uma mera paisagem cinza.
Com muita ação, um bom humor peculiar e evocações sombrias de um mundo fantástico, Lugar Nenhum é leitura indispensável para os fãs de Neil Gaiman e um rico prazer para os que ainda não conhecem o autor.



O MORCEGO,
de Jo Nesbø


[Sinopse] Do submundo de Sydney às lendas aborígenes, Jo Nesbø conduz o leitor por uma trama violenta e eletrizante, no primeiro grande caso de Harry Hole. O corpo de uma jovem norueguesa é encontrado em um rochedo no fundo de um penhasco. O caso intriga a polícia: a vítima apresenta sinais de estrangulamento e suspeita-se de violência sexual, mas não há qualquer vestígio de DNA ou impressão digital do criminoso. Para colaborar com as investigações, a Divisão de Homicídios da Noruega envia o inspetor Harry Hole à cidade. Junto com o policial Andrew Kensington, Harry se depara com um caso mais complexo do que imagina: o que inicialmente parecia ser um crime isolado é apenas mais um em uma série de assassinatos cometidos por todo o país, sem qualquer relação aparente entre si. Um serial killer está à solta na cidade e, para Harry, a caçada começou.






BARATAS,
de Jo Nesbø


[Sinopse] O detetive Harry Hole chega à abafada Bangcoc. Sua missão: evitar um escândalo. O embaixador norueguês foi encontrado morto em um hotel barato, e aparentemente a família dele está escondendo algo importante. Harry, além de preservar o sigilo das investigações, percorre bares, templos budistas e casas de ópio em busca das peças desse quebra-cabeça, mas aparentemente ninguém quer saber de fato o que aconteceu. Quando o detetive põe as mãos em um vídeo bombástico de circuito interno de TV, as coisas se complicam. O homem que lhe entrega a fita desaparece e outro diplomata é apunhalado. O policial logo descobre que grandes políticos podem ter segredos aterradores, e, à medida que se aproxima da verdade, aumenta o risco de ele se tornar a próxima vítima.







OS CONDENADOS,
de Andrew Pyper


[Sinopse] Danny Orchard conseguiu enganar a morte e ganhou uma segunda chance para viver. Só que ele não voltou do inferno sozinho. Em Os Condenados, Andrew Pyper explora as conexões de amor e ódio entre irmãos gêmeos, numa história sobrenatural digna de pesadelos.
Danny passou por uma experiência de quase-morte em um incêndio há mais de vinte anos. Sua irmã gêmea, Ashleigh, não teve a mesma sorte. Danny conseguiu transformar sua tragédia pessoal em um livro que se tornaria um grande best-seller. Ainda que isso não signifique que ele tenha conseguido superar a morte da irmã. Claro, ela nunca mais o deixaria em paz.
Mesmo depois de morta, Ash continua sendo uma garota vingativa e egoísta, como sempre. Mas agora que seu irmão finalmente tenta levar uma vida normal, ela se torna cada vez mais possessiva. Danny parece condenado à solidão. Qualquer chance de felicidade é destruída pelo fantasma de seu passado, e se aproximar de outras pessoas significa colocá-las em risco.


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Esses livros estavam na minha lista de desejados, portanto, foram presentes muito mais do que acertados. Pretendo lê-los ainda em 2017. =)

Para ler resenhas de outros livros do Neil Gaiman, clique AQUI.
Para ler a resenha de Boneco de Neve, de Jo Nesbø, clique AQUI.
Para ler a resenha de O demonologista, de Andrew Pyper, clique AQUI.

Até a próxima, pessoal!