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terça-feira, 20 de março de 2018

Resenha | O leitor do trem das 6h27, de Jean-Paul Didierlaurent



SINOPSE
Um romance sensível sobre o poder dos livros e da literatura.
Operário discreto de uma usina que destrói encalhe de livros, Guylain Vignolles é um solteiro na casa dos trinta anos que leva uma vida monótona e solitária. Todos os dias, esse amante das palavras salva algumas páginas dos dentes de metal da ameaçadora máquina que opera.
A cada trajeto até o trabalho, ele lê no trem das 6h27 os trechos que escaparam do triturador na véspera. Um dia, Guylain encontra textos de um misterioso desconhecido que vão fazê-lo buscar cores diferentes para seu mundo e escrever uma nova história para sua vida.
Com delicadeza e comicidade, Didierlaurent revela um universo singular, pleno de amor e poesia, em que os personagens mais banais são seres extraordinários e a literatura remedia a monotonia cotidiana.
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Olá, pessoas, tudo bem? Antes de começar a resenha desse livro, eu gostaria de pedir desculpas, pois não teve post na sexta-feira passada (dia 16/02). Não consegui tirar as fotos necessárias e também estava sem inspiração para escrever. Darei um jeito de encaixar um texto fora do cronograma ainda em março para compensar essa falha. Obrigada pela compreensão!


Comprei esse livro para ler na maratona literária de Carnaval e, para meu completo fracasso maratonístico, essa belezinha curtinha foi a única coisa que consegui ler kkkkkkk Para minha sorte, gostei demais dessa leitura! ♥

Como a própria sinopse adianta, Guylain Vignolles, nosso protagonista, trabalha numa empresa que destrói livros encalhados. A máquina que executa essa atrocidade, A Coisa, fica sob sua responsabilidade. Como os empregados não podem levar os livros embora (numa tentativa de salvá-los), Guylain tenta recuperar o máximo de folhas possível quando se esgueira para limpar a máquina ao final do expediente. Essas folhas salvas serão lidas por ele, em voz alta, todos os dias no trem das 6h27.

Num belo dia, duas senhoras o abordam e solicitam que ele faça leituras em um determinado endereço. Guylain descobre que esse lugar é um asilo e os idosos são uma graça! ♥ Impressionante como, a cada reunião, eles ficam cada vez mais animados; os livros têm poder!

Em uma dessas andanças de trem, nosso protagonista acha um pendrive. Ao ler seu conteúdo - uma série de textos escritos por uma tal de Julie -, Guylain descobre-se apaixonado e tenta de tudo para localizar a autora. Será que ele consegue? hehehe

A narrativa não é espetacular, mas é bela em sua simplicidade. Além disso, podemos sentir a solidão do protagonista através das palavras. A importância e o poder dos livros e da literatura também são muito explorados; percebemos como isso une Guylain aos idosos do asilo e também à sua amada Julie. É uma leitura singela, vale muito a pena. Além disso, o livro possui apenas 176 páginas, portanto, é rapidinho de ler.

Obs.: os poucos amigos de Guylain são demais!! ♥

Recomendo muito a leitura!

Até a próxima!
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INFORMAÇÕES GERAIS:
Título da obra: O leitor do trem das 6h27
Autor(a): Jean-Paul Didierlaurent
Ano da edição lida: 2015 
Editora: Intrínseca
Páginas: 176
Classificação: 
✯✯✯✯ (4,5!!)

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Resenha | A verdade sobre o caso Harry Quebert, de Joël Dicker


SINOPSE
Aos vinte e oito anos Marcus Goldman viu sua vida se transformar radicalmente. Seu primeiro livro tornou-se um best-seller, ele virou uma celebridade e assinou um contrato milionário para um novo romance. E então foi acometido pela doença dos escritores. A poucos meses do prazo para a entrega do novo original, pressionado pelo seu editor e pelo seu agente, Marcus não consegue escrever nem uma linha.
Na tentativa de superar seu bloqueio criativo, Marcus decide passar uns dias com seu mentor, Harry Quebert, um dos escritores mais respeitados do país. É então que tudo muda. O corpo de uma jovem de quinze anos - desaparecida sem deixar rastros em 1975 - é encontrado enterrado no jardim de Harry, junto com o original do romance que o consagrou. Harry admite ter tido um caso com a garota e ter escrito o livro para ela, mas alega inocência no caso do assassinato.
Com o intuito de ajudar Harry, Marcus começa uma investigação por contra própria. Uma teia de segredos emerge, mas a verdade só virá à tona depois de uma longa e complexa jornada.

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— Um bom livro, Marcus, não se mede somente pelas últimas palavras, e sim pelo efeito coletivo de todas as palavras que a precederam. Cerca de meio segundo após terminar o seu livro e ler a última palavra, o leitor deve se sentir invadido por uma sensação avassaladora. Por um instante fugaz, ele não deve pensar senão em tudo que acabou de ler, admirar a capa e sorrir, com uma ponta de tristeza pela saudade que sentirá de todos os personagens. Um bom livro, Marcus, é um livro que lamentamos ter terminado. (Harry Quebert para Marcus Goldman, p.563)

Em 2008, Marcus Goldman se vê com a corda no pescoço (metaforicamente falando, claro). Depois de fazer um sucesso estrondoso com a publicação do seu primeiro livro, dois anos antes, assinou um contrato milionário com uma grande editora para a publicação de seu próximo romance. O grande problema é que ele foi acometido por um fenomenal bloqueio criativo e, às vésperas do prazo para a entrega do original, não escreveu uma linha sequer. Desesperado e pressionado pelo seu editor e pelo seu agente, resolve se retirar para Aurora, uma pequena cidade na qual vive seu ex-professor universitário, mentor e melhor amigo, Harry Quebert, que oferece suas instalações - Goose Cove, uma enorme casa na beira da praia - para que Goldman se inspire e volte a escrever. É lá que ele descobre que Quebert, no verão de 1975, 33 anos antes, se envolveu com uma adolescente de 15 anos, Nola Kellergan, e que a mesma, no dia 30 de agosto de 1975, desapareceu sem deixar vestígios.

A coisa realmente complica quando os restos mortais de Nola são encontrados em Goose Cove, propriedade de Harry Quebert. Obviamente ele é considerado culpado e é preso. Marcus Goldman, que a essa altura já tinha retornado à Nova York, vai correndo para Aurora na tentativa de provar que seu amigo é inocente. E então tem início a investigação criminal mais maluca que eu já li na minha vida.

Listei abaixo os principais pontos que me fizeram ficar um pouco decepcionada com esse livro:

1. A investigação criminal: essa parte da trama até que foi interessante, fiquei curiosa em vários momentos, mas o que me deixou irritada foram as várias reviravoltas cansativas e desnecessárias. Eram tantas que cheguei até a ficar confusa. Se o autor queria impressionar com suas "habilidades de escrita e criatividade", não funcionou. Eu valorizaria muito mais se ele tivesse conduzido uma investigação linear, sem ficar dando voltas e mais voltas, e inserido apenas UMA reviravolta no final (pra dar AQUELA emoção! kkkk).

2. Os personagens: nunca vi tanta gente desprezível junta. Sério. Se essa não foi a intenção do autor - e eu tenho quase certeza de que não foi -, ele falhou miseravelmente na construção de personagens. Marcus Goldman, Harry Quebert, Nola Kellergan, todos irritam. Mas ninguém irrita tanto quanto Tamara Quinn e a mãe do Marcus Goldman. Se esta última foi introduzida para dar um alívio cômico, DEU RUIM.

3. Os diálogos: este tópico está diretamente relacionado ao anterior. Um dos motivos para os personagens serem tão insuportáveis é justamente a falta de qualidade nos diálogos. As conversas são sofríveis. Várias vezes me peguei com um ódio intenso do livro, só porque estava lendo um diálogo extremamente imbecil. Quando a mãe do Marcus Goldman aparecia, eu tinha vontade de defenestrar o livro. A mesma coisa acontecia quando eu lia as conversas entre Tamara Quinn e seu esposo e também entre Harry e Nola: no caso desses últimos, até vertia mel das conversas.

4. O romance: em que planeta um romance entre Harry Quebert e Nola Kellergan convenceria alguém??? Para começo de conversa, ele tinha 34 anos na época, enquanto a garota tinha 15. QUINZEEE!!! Isso tá muito errado em vários sentidos. Mas mesmo desconsiderando a idade, o relacionamento deles era melosamente idiota. "Harry querido" pra cá, "Nola querida" pra lá, "Eu me mato se você me deixar", "Só te perdoo se você me disser que sou bonita" e mais um monte de mimimi que me deixou enjoada. E no final, tive que aguentar todo aquele chororô de Quebert, com 67 anos nas costas e nenhum juízo. Me poupe.

5. O livro (dentro do livro): em todo início de capítulo, há uma lição de Harry Quebert para seu pupilo sobre a arte de escrever (o que é ser um escritor de verdade, como escrever um bom livro etc.). A ideia é interessante, mas o problema é que isso dá certo ar de prepotência à obra e ao autor (neste caso, falo de Joël Dicker). Veja, por exemplo, a citação no início desta resenha: segundo Harry Quebert, um bom livro é aquele que o leitor, ao terminá-lo, contempla a capa, sorri e sente tristeza pela saudade dos personagens. Partindo desse pressuposto e de acordo com minha experiência de leitura, posso afirmar que A verdade sobre o caso Harry Quebert NÃO é um bom livro. Tá vendo como a prepotência não dá certo??? kkkkkk

Resumindo: se você considerar apenas a parte criminal da história, o livro é bom, desde que você releve as reviravoltas malucas. Agora, se levar em consideração os diálogos e a construção dos personagens, é melhor procurar outro passatempo.

Não posso nem culpar o marketing, afinal, faz tempo que esse livro foi lançado e mesmo assim ele nunca saiu da minha lista de desejos. Mas é aquela coisa: se você ficou curioso ou na dúvida, é melhor ler e tirar suas próprias conclusões. Tem muita gente falando bem dessa obra, então pode ser que você goste.

Obs.: O policial estadual Gahalowood é, de longe, meu personagem favorito. ♥

Até a próxima, pessoal!


Informações gerais
Título da obra: A verdade sobre o caso Harry Quebert
Autor(a): Joël Dicker
Ano da edição lida: 2014
Editora: Intrínseca
Páginas: 576
Classificação: ✯✯✯(tá mais pra 2,5)

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Book Haul | Maio de 2017

Olá pessoal! Tudo bem com vocês?

Hoje trago os livros que comprei no mês de maio. Não são muitos (apenas três), mas foram escolhas muito cuidadosas, principalmente porque nenhum deles estava na minha lista de desejados! kkkk

Obs.: Fellside foi uma compra do meu esposo, mas coloquei na lista porque minha intenção é ler essa obra ainda esse ano.

Espero que gostem!

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BONECO DE PANO,
de Daniel Cole


[Sinopse] O polêmico detetive William Fawkes, conhecido como Wolf, acaba de voltar à ativa depois de meses em tratamento psicológico por conta de uma tentativa de agressão. Ansioso por um caso importante, ele acredita que está diante da grande chance de sua carreira quando Emily Baxter, sua amiga e ex-parceira de trabalho, pede a sua ajuda na investigação de um assassinato. O cadáver é composto por partes do corpo de seis pessoas, costuradas de forma a imitar um boneco de pano.
Enquanto Wolf tenta identificar as vítimas, sua ex-mulher, a repórter Andrea Hall, recebe de uma fonte anônima fotografias da cena do crime, além de uma lista com o nome de seis pessoas - e as datas em que o assassino pretende matar cada uma delas para montar o próximo boneco. O último nome na lista é o de Wolf.
Agora, para salvar a vida do amigo, Emily precisa lutar contra o tempo para descobrir o que conecta as vítimas antes que o criminoso ataque novamente. Ao mesmo tempo, a sentença de morte com data marcada desperta as memórias mais sombrias de Wolf, e o detetive teme que os assassinatos tenham mais a ver com ele - e com seu passado - do que qualquer um possa imaginar.
Com protagonistas imperfeitos, carismáticos e únicos, aliados a um ritmo veloz e uma deliciosa pitada de humor negro, Boneco de pano é o que há de mais promissor na literatura policial contemporânea.



FELLSIDE: ESTRANHOS VISITANTES,
de M.R. Carey


[Sinopse] Fellside é uma prisão de segurança máxima localizada nos confins da Inglaterra. Não é o tipo de lugar que você gostaria de terminar, mas é o lugar onde Jess Moulson irá passar o resto de seus dias. Acusada de ter incendiado o seu apartamento e matado por acidente uma criança, Jess é jogada ao esquecimento atrás de celas escuras e na companhia das prisioneiras mais perigosas do bloco de segurança máxima. Ela não pode confiar em ninguém.
Exceto na companhia de uma criança. Uma criança morta.












BURACOS NEGROS,
de Stephen Hawking


[Sinopse] Em palestras emblemáticas, o lendário físico Stephen Hawking discorre sobre as complexidades que cercam um dos mais fascinantes mistérios do universo.
Em 2016, participou da série de palestras BBC Reith Lectures, promovida pela rede de televisão britânica BBC e transmitida pela rádio BBC 4. A cada ano uma figura proeminente de sua área é convidada a discorrer sobre temas relevantes. Naqueles meses de janeiro e fevereiro, Hawking falou sobre um assunto que há décadas ocupa lugar de destaque em suas pesquisas: os buracos negros.
Em duas exposições memoráveis, um dos maiores gênios da atualidade argumenta que, se pudéssemos compreender como os buracos negros funcionam e como eles desafiam a natureza do espaço e do tempo, seríamos capazes de desvendar os segredos do universo. Insights de toda uma vida são apresentados com a lucidez e a já conhecida verve cômica de Hawking, acrescidos de notas explicativas que situam o leitor nos trechos mais cruciais.
Enquanto a maioria dos especialistas se conforma com o fato de trabalhar com temas praticamente ininteligíveis para o público geral, Stephen Hawking tomou para si o papel de grande paladino da divulgação científica - e nesse pequeno livro, mais uma vez, extrapola todas as expectativas.

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Desses já li Boneco de pano e Buracos negros. Publicarei a resenha desses dois livros em breve, mas já adianto que me decepcionei um pouco com o primeiro. =/

Acontece.

Se tiverem alguma sugestão de livro ou de postagem para o blog, sintam-se à vontade para deixar um comentário.

Até a próxima, pessoal!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Book Haul | Janeiro de 2017

Olá, pessoal! Tudo bem com vocês?

Hoje trago os livros que ganhei de presente de aniversário em janeiro (obrigada, família e amigos!). Essas obras estavam na minha lista de desejados, portanto, foram muito mais do que acertados. Vamos aos títulos:

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GUERRA DO VELHO,
de John Scalzi


[Sinopse] A humanidade finalmente chegou à era das viagens interestelares. A má notícia é que há poucos planetas habitáveis disponíveis – e muitos alienígenas lutando por eles. Para proteger a Terra e também conquistar novos territórios, a raça humana conta com tecnologias inovadoras e com a habilidade e a disposição das FCD - Forças Coloniais de Defesa. Mas, para se alistar, é necessário ter mais de 75 anos. John Perry vai aceitar esse desafio e ele tem apenas uma vaga ideia do que pode esperar. Guerra do Velho é frequentemente comparado a um dos maiores clássicos da ficção científica: Tropas Estrelares, de Robert Heinlein. O próprio Scalzi já confirmou que Heinlein é uma das suas maiores influências e que a obra foi escrita seguindo os princípios que ele acredita serem próprios da escrita do autor que tanto admira. Scalzi é um dos principais nomes da ficção científica contemporânea. Ganhador dos prêmios Hugo e Locus, o autor conquistou público, crítica e mercado. Em fevereiro de 2015, fechou um contrato com a editora Tor Books de cerca de $3,4 milhões, para publicar 13 livros nos próximos 10 anos. O canal SyFy está produzindo uma série de TV – chamada Ghost Brigades – como adaptação do livro, e a Paramount já comprou os direitos para levar a história para as telas do cinema.



EM ALGUM LUGAR NAS ESTRELAS,
de Clare Vanderpool


[Sinopse] Em algum lugar nas estrelas é um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença. Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker. A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai... bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine. O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden.
Early, um nome que poderia ser traduzido como precoce, é uma descrição muito adequada para um prodígio como ele, que decifra casas decimais do número Pi como se lesse uma odisseia. Mas, por trás de sua genialidade, há uma enorme dificuldade de se relacionar com o mundo e de lidar com seus sentimentos e com as pessoas ao seu redor.
Obsessivo, Early Auden tem regras específicas sobre que músicas deve ouvir em cada dia da semana: Louis Armstrong às segundas; Sinatra às quartas; Glenn Miller às sextas; Mozart aos domingos e Billie Holiday sempre que estiver chovendo. Seu comportamento é um dos muitos indícios da síndrome de Asperger, uma forma branda de autismo que só seria descoberta muito tempo depois da Segunda Guerra.
Quando chegam as festas de fim de ano, a escola fica vazia. Todos os alunos voltam para casa, para celebrar com suas famílias. Todos, menos Jack e Early. Os dois aproveitam a solidão involuntária e partem em uma jornada ao encontro do lendário Urso Apalache. Nessa grande aventura, vão encontrar piratas, seres fantásticos e até, quem sabe, uma maneira de trazer os mortos de volta,  ainda que talvez do que Jack mais precise seja aprender a deixá-los em paz.
Em algum lugar nas estrelas é uma daquelas grandes histórias que permanecem com você por muito tempo, perfeita para ler entre amigos ou passar de pai para filho. Tudo que é real pode ser uma grande fantasia ou uma coincidência inevitável. Somos muito mais que um simples desejo do acaso.



O MENINO QUE DESENHAVA MONSTROS,
de Keith Donohue


[Sinopse] Um livro para fazer você fechar as cortinas e conferir se não há nada embaixo da cama antes de dormir.
Jack Peter é um garoto de 10 anos com síndrome de Asperger que quase se afogou no mar três anos antes. Desde então, ele só sai de casa para ir ao médico. Jack está convencido de que há monstros embaixo de sua cama e à espreita em cada canto. Certo dia, acaba agredindo a mãe sem querer, ao achar que ela era um dos monstros que habitavam seus sonhos. Ela, por sua vez, sente cada vez mais medo do filho e tenta buscar ajuda, mas o marido acha que é só uma fase e que isso tudo vai passar.
Não demora muito até que o pai de Jack também comece a ver coisas estranhas. Uma aparição que surge onde quer que ele olhe. Sua esposa passa a ouvir sons que vêm do oceano e parecem forçar a entrada de sua casa. Enquanto as pessoas ao redor de Jack são assombradas pelo que acham que estão vendo, os monstros que Jack desenha em seu caderno começam a se tornar reais e podem estar relacionados a grandes tragédias que ocorreram na região. Padres são chamados, histórias são contadas, janelas batem. E os monstros parecem se aproximar cada vez mais.
Na superfície, O menino que desenhava monstros é uma história sobre pais fazendo o melhor para criar um filho com certo grau de autismo, mas é também uma história sobre fantasmas, monstros, mistérios e um passado ainda mais assustador. O romance de Keith Donohue é um thriller psicológico que mistura fantasia e realidade para surpreender o leitor do início ao fim ao evocar o clima das histórias de terror japonesas.



A VERDADE SOBRE O CASO HARRY QUEBERT,
de Joël Dicker 


[Sinopse] Aos vinte e oito anos, Marcus Goldman viu sua vida se transformar radicalmente. Seu primeiro livro tornou-se um best-seller, ele virou uma celebridade e assinou um contrato milionário para um novo romance. E então foi acometido pela doença dos escritores. A poucos meses do prazo para a entrega do novo original, pressionado por seu editora e por seu agente, Marcus não consegue escrever nem uma linha.
Na tentativa de superar seu bloqueio criativo, Marcus decide passar uns dias com seu mentor, Harry Quebert, um dos escritores mais respeitados do país. É então que tudo muda. O corpo de uma jovem de quinze anos - desaparecida sem deixar rastros em 1975 - é encontrado enterrado no jardim de Harry, junto com o original do romance que o consagrou. Harry admite ter tido um caso com a garota e ter escrito o livro para ela, mas alega inocência no caso do assassinato.
Com o intuito de ajudar Harry, Marcus começa uma investigação por contra própria. Uma teia de segredos emerge, mas a verdade só virá à tona depois de uma longa e complexa jornada.
Um extraordinário livro de suspense, uma história de amor e um thriller excepcional, A verdade sobre o caso Harry Quebert escapa a todas as tentativas de descrição. Nada do que você leu antes poderia prepará-lo para este livro.

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Espero que tenham gostado, pessoal! Esses livros foram incluídos na minha meta para 2017 (que já está gigantesca, muito mais pretensiosa do que a do ano passado). Conforme os livros forem livros, faço resenha por aqui.

Até a próxima!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Book Haul | Dezembro de 2016

Olá, pessoal!
Tudo bem com vocês?

Hoje trago um breve resumo sobre os livros que ganhei de Natal dos meus familiares (para o bem do meu bolso, não comprei nada em dezembro! hehe). Ao todo foram quatro livros, que são:

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LUGAR NENHUM,
de Neil Gaiman


[Sinopse] Publicado pela primeira vez em 1997, a partir do roteiro para uma série de TV, o sombrio e hipnótico Lugar Nenhum, primeiro romance de Neil Gaiman, anunciou a chegada de um grande nome da literatura contemporânea e se tornou um marco da fantasia urbana. Ao longo dos anos, diferentes versões foram publicadas nos Estados Unidos e na Inglaterra, e Neil Gaiman elaborou, a partir desse material, um texto que viesse a ser definitivo: esta edição preferida do autor.
Em Lugar Nenhum, Richard Mayhew é um homem simples de coração bom que tem a vida transformada quando ajuda uma jovem que encontra ferida numa calçada. De um dia para o outro, Richard se torna invisível na Londres que sempre conheceu: não tem mais trabalho, não tem mais noiva, não tem mais casa. Para recuperar sua vida, ele se embrenha em um mundo que nunca sonhou existir, uma cidade que se abre nos esgotos e nos túneis subterrâneos: a chamada Londres de Baixo, em que personagens únicos e cenários mirabolantes fazem a Londres de Cima parecer uma mera paisagem cinza.
Com muita ação, um bom humor peculiar e evocações sombrias de um mundo fantástico, Lugar Nenhum é leitura indispensável para os fãs de Neil Gaiman e um rico prazer para os que ainda não conhecem o autor.



O MORCEGO,
de Jo Nesbø


[Sinopse] Do submundo de Sydney às lendas aborígenes, Jo Nesbø conduz o leitor por uma trama violenta e eletrizante, no primeiro grande caso de Harry Hole. O corpo de uma jovem norueguesa é encontrado em um rochedo no fundo de um penhasco. O caso intriga a polícia: a vítima apresenta sinais de estrangulamento e suspeita-se de violência sexual, mas não há qualquer vestígio de DNA ou impressão digital do criminoso. Para colaborar com as investigações, a Divisão de Homicídios da Noruega envia o inspetor Harry Hole à cidade. Junto com o policial Andrew Kensington, Harry se depara com um caso mais complexo do que imagina: o que inicialmente parecia ser um crime isolado é apenas mais um em uma série de assassinatos cometidos por todo o país, sem qualquer relação aparente entre si. Um serial killer está à solta na cidade e, para Harry, a caçada começou.






BARATAS,
de Jo Nesbø


[Sinopse] O detetive Harry Hole chega à abafada Bangcoc. Sua missão: evitar um escândalo. O embaixador norueguês foi encontrado morto em um hotel barato, e aparentemente a família dele está escondendo algo importante. Harry, além de preservar o sigilo das investigações, percorre bares, templos budistas e casas de ópio em busca das peças desse quebra-cabeça, mas aparentemente ninguém quer saber de fato o que aconteceu. Quando o detetive põe as mãos em um vídeo bombástico de circuito interno de TV, as coisas se complicam. O homem que lhe entrega a fita desaparece e outro diplomata é apunhalado. O policial logo descobre que grandes políticos podem ter segredos aterradores, e, à medida que se aproxima da verdade, aumenta o risco de ele se tornar a próxima vítima.







OS CONDENADOS,
de Andrew Pyper


[Sinopse] Danny Orchard conseguiu enganar a morte e ganhou uma segunda chance para viver. Só que ele não voltou do inferno sozinho. Em Os Condenados, Andrew Pyper explora as conexões de amor e ódio entre irmãos gêmeos, numa história sobrenatural digna de pesadelos.
Danny passou por uma experiência de quase-morte em um incêndio há mais de vinte anos. Sua irmã gêmea, Ashleigh, não teve a mesma sorte. Danny conseguiu transformar sua tragédia pessoal em um livro que se tornaria um grande best-seller. Ainda que isso não signifique que ele tenha conseguido superar a morte da irmã. Claro, ela nunca mais o deixaria em paz.
Mesmo depois de morta, Ash continua sendo uma garota vingativa e egoísta, como sempre. Mas agora que seu irmão finalmente tenta levar uma vida normal, ela se torna cada vez mais possessiva. Danny parece condenado à solidão. Qualquer chance de felicidade é destruída pelo fantasma de seu passado, e se aproximar de outras pessoas significa colocá-las em risco.


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Esses livros estavam na minha lista de desejados, portanto, foram presentes muito mais do que acertados. Pretendo lê-los ainda em 2017. =)

Para ler resenhas de outros livros do Neil Gaiman, clique AQUI.
Para ler a resenha de Boneco de Neve, de Jo Nesbø, clique AQUI.
Para ler a resenha de O demonologista, de Andrew Pyper, clique AQUI.

Até a próxima, pessoal!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Resenha | Caixa de pássaros, de Josh Malerman



SINOPSE
Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de passáros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler.
Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.
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[...] é melhor enfrentar a loucura com um plano do que ficar parado e deixar que ela nos alcance aos poucos. (cap. 43)

Caixa de pássaros conta a história de Malorie, sobrevivente em um mundo no qual não é mais possível abrir os olhos. De uma hora para outra, pessoas começam a enlouquecer, cometer atos bárbaros e, instantes depois, se suicidam. Especulações apontam que os surtos são precedidos por uma estranha visão, mas ninguém sabe se é visão de algo ou de alguém. No decorrer da leitura veremos que se referem a isso como criaturas, mas quem quer que as tenham visto, nunca sobreviveram para contar a verdadeira história. No começo, muitos são céticos, mas aos poucos, o pânico se torna generalizado.

A narração se dá em duas etapas, que são alternadas no decorrer do livro. No tempo presente, acompanhamos a jornada de Malorie e de seus dois filhos em busca de um lugar e de um futuro melhores. No tempo passado, acompanhamos desde os primeiros eventos misteriosos até o momento em que Malorie, "sozinha no mundo (e grávida)", responde a um anúncio de moradia e passa a dividir uma casa na companhia de outras pessoas na mesma situação que ela. Boa parte da trama de desenrola nesse cenário.

Para sobreviver nesse mundo maluco, as pessoas só podem sair na rua de olhos vendados; não podem, em hipótese alguma, abrir os olhos. Para ficar dentro de casa sem a venda e em segurança, é preciso vedar todas as portas, janelas e qualquer outra abertura que possibilite uma visão externa. As descrições dos momentos em que os moradores precisam sair da casa para buscar água são muito angustiantes, principalmente porque, sem a visão, a audição fica muito mais aguçada e qualquer barulho é motivo para preocupação. Eu ficava grudada no livro nessas passagens, desesperada para que todos voltassem em segurança.

Na minha opinião, o autor soube construir uma atmosfera sensacional: tensa, agoniante, desesperadora e incerta. Era impossível não me colocar no lugar dos sobreviventes e imaginar o que eu faria no lugar deles (provavelmente eu ficaria jogada pelos cantos, chorando, desesperada e totalmente sem esperanças, porque sou dessas). A leitura de algumas partes se tornou arrastada e maçante em alguns pontos (principalmente as partes em que Malorie está fugindo), mas nada que tire o mérito do livro; mesmo porque, eu devorei as outras páginas, mal vi o tempo passar.

Ainda não sei o que pensar sobre o final, mesmo tendo encerrado a leitura há algum tempinho. Quando terminei, fiquei com a sensação de que estava faltando alguma coisa, pois o autor deixou o final aberto e não nos deu explicações (as visões eram de criaturas? quem são? de onde vieram? por que vieram? etc.). Por outro lado, suponho que explicações demais talvez pudessem ter acabado com a graça da história. Enfim, não há nada que nós, preciosos leitores, possamos fazer em relação a isso. Mas mesmo assim, a obra continua sendo muito boa. Adorei e recomendo a leitura!

Caso conheçam livros no mesmo estilo, sintam-se à vontade para me deixar recomendações nos comentários. Vou adorar conhecer livros novos! :)

Até a próxima, pessoal!


Informações gerais
Título da obra: Caixa de pássaros
Autor(a): Josh Malerman
Ano da edição lida: 2015 
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Classificação: ✯✯✯✯

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Resenha | O oceano no fim do caminho, de Neil Gaiman


SINOPSE
Sussex, Inglaterra. Um homem de meia-idade volta à casa onde passou a infância para um funeral. Embora a construção não seja mais a mesma, ele é atraído para a fazenda no fim da estrada onde, aos sete anos, conheceu uma garota extraordinária, Lettie Hempstock, que morava com a mãe e a avó. Ele não pensava em Lettie há décadas, mas mesmo assim, ao se sentar à beira do lago (o mesmo a que ela se referia como um oceano) nos fundos da velha fazenda, o passado esquecido volta de repente. E é um passado estranho demais, assustador demais, perigoso demais para ter acontecido de verdade, especialmente com um menino.
Quarenta anos antes, um homem cometeu suicídio dentro de um carro roubado no fim da estrada que dava na fazenda. Sua morte foi o estopim, com consequências inimagináveis. A escuridão foi despertada, algo estranho e incompreensível para uma criança. E Lettie - com sua magia, amizade e a sabedoria digna de alguém com muito mais de onze anos - prometeu protegê-lo, não importava o que acontecesse.
O oceano no fim do caminho demonstra um raro entendimento daquilo que nos torna humanos e mostra o poder que as histórias têm de revelar e, ao mesmo tempo, de nos proteger dos perigos dentro e fora de nós. É uma fábula emocionante, assustadora e melancólica. Um convite a repensar a escuridão que espreita as memórias da infância.
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Meu primeiro contato com Neil Gaiman foi através d'O Livro do Cemitério. Se você leu a resenha, sabe que gostei muito da obra. Mas mesmo antes de conhecer o seu trabalho, eu já tinha muita vontade de ler O oceano no fim do caminho, principalmente pelo fato de que li muitas resenhas mencionando o fato de que a história continha mistérios e uma boa dose de fantasia. Além disso, achei a capa muito bonita - e meio sombria - e o título me despertou curiosidade.

O livro é narrado em primeira pessoa. O protagonista já é adulto e, ao visitar o local onde morou durante sua infância, revisita suas memórias daquela época. Ele tinha apenas sete anos quando tudo aconteceu. Um homem cometeu suicídio no final da estrada que dava para a fazenda das Hempstock (fim do caminho, han? hehe) e, a partir deste momento, seres sobrenaturais "ganham" vida.

Nosso protagonista (versão criança) sofre diretamente com as consequências desse suicídio e sentimos junto com ele toda a tensão e estranheza dos acontecimentos. No meio dessa confusão, ele conhece Lettie Hempstock, uma garota de 11 anos muito sábia e amiga. Ela mora com a mãe e a avó na fazenda que fica no fim do caminho e são as três personagens mais adoráveis de todo o livro! ♥ Queria ter conhecido um pouco mais sobre a história de vida delas.

E é essa amizade e confiança que permeia todo o livro e o deixa menos sombrio, que nos dá esperanças de que tudo pode acabar bem (se vai mesmo acabar bem eu já não sei, não posso dar spoilers :p). Através da narrativa muito bem construída, podemos realmente rememorar todos aqueles acontecimentos junto com o protagonista. Ainda há muito daquela criança em sua versão adulta. O livro é curtinho, tem apenas 208 páginas, mas sua profundidade é impressionante! Quero conhecer muitas outras obras do autor.

Recomendo muito o livro! :)

Até a próxima, pessoal.


Informações gerais
Título da obra: O oceano no fim do caminho
Autor(a): Neil Gaiman
Ano da edição lida: 2013
Editora: Intrínseca
Páginas: 208
Classificação: ✯✯✯

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Resenha | A estrela que nunca vai se apagar, de Esther Earl (com Lori e Wayne Earl)

 
SINOPSE
A estrela que nunca vai se apagar conta a história de Esther Grace Earl, diagnosticada com câncer da tireoide aos 12 anos. A obra é uma espécie de diário da jovem, com ilustrações, fotos de seu arquivo pessoal, textos publicados na internet, bate-papos com os inúmeros amigos que fez online e reproduções de cartas escritas em datas comemorativas familiares. A jovem perdeu a batalha contra a doença, mas deixou um legado de otimismo e celebração ao amor. Atualmente, sua mãe, Lori Earl, preside a instituição sem fins lucrativos This Star Won't Go Out (tswgo.org), que apoia pacientes e famílias que lutam contra o câncer.
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Só posso dizer uma coisa: encerrei minhas leituras de 2015 com chave de ouro! ♥

Esther Grace Earl faleceu em 25 de agosto de 2010, pouco tempo depois de completar 16 anos. Descobriu o câncer da tireoide em 2006, aos 12 anos, enquanto ainda morava na França. Durante todo o tratamento, ela sabia que ia morrer por causa da doença, mas nem mesmo isso abalou o seu otimismo, o amor que ela sentia pelas pessoas e a sua vontade de fazer a diferença no mundo.

O livro contém diversas passagens de seu diário pessoal e essa leitura foi uma experiência muito marcante para mim. Ela não queria se fazer de vítima, mas se magoava com muita facilidade, afinal, estava muito sensível. Ela não queria dar trabalho para as pessoas ao seu redor, mas reconhecia suas limitações e tentava sempre dar o melhor de si. Relatava problemas comuns a pré-adolescentes e falava sobre morte com muita naturalidade. Era sincero e real! Acredito que o papel de seus familiares, sobretudo seus pais, e amigos foi muito importante para que ela aproveitasse da melhor forma possível todos os seus dias.

Através da Nerdfighteria, Esther conheceu a grande parte de seus amigos virtuais. Ela fazia parte de um grupo chamado Catitude, e ali todos os membros se ajudavam mutuamente, servindo como fonte de conforto para qualquer um que precisasse. No livro há depoimentos de alguns membros do grupo, todos ressaltando a facilidade com que Esther amava e acolhia as pessoas.

Esther conheceu John Green em 2009, numa conferência sobre Harry Potter, e se tornaram muito amigos. Embora ela o tenha inspirado a escrever A culpa é das estrelas (resenha AQUI), Hazel Grace - a protagonista - NÃO É Esther. A introdução de A estrela que nunca vai se apagar foi escrita por ele e me comoveu demais.

Para concluir: mesmo com câncer e seus infinitos efeitos colaterais e mesmo sabendo que isso a mataria mais cedo ou mais tarde, Esther era uma garota sincera, criativa, possuía um humor inteligente e irônico e, principalmente, tinha uma facilidade incrível para amar e demonstrar esse amor. As cartinhas que ela escrevia para os pais são simplesmente sensacionais. Páginas e mais páginas de amor sincero. Ela nos mostra que é possível viver - no sentido mais completo da palavra -, mesmo quando as situações são adversas.

Gostei demais do livro, mesmo tendo um olho nas minhas lágrimas! hehe... ♥

Canal da Esther no YouTube: https://www.youtube.com/user/cookie4monster4

Até a próxima, pessoal!


Informações gerais
Título da obra: A estrela que nunca vai se apagar: a vida e as palavras de Esther Grace Earl
Autor(a): Esther Earl (com Lori e Wayne Earl)
Ano da edição lida: 2014
Editora: Intrínseca
Páginas: 448
Classificação: ✯✯✯✯ ♥

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Resenha | Plutão, de R. J. Palacio

Sinopse:

Em Plutão, R. J. Palacio traz a história de Christopher, o melhor amigo de infância de August Pullman, um garoto de feições incomuns que encantou leitores do mundo inteiro no livro Extraordinário.

Exclusivo em e-book, o livro alterna entre o presente e flashbacks de quando os dois meninos eram vizinhos. Plutão acompanha Chris ao longo de um dia especialmente complicado. Os pais estão se divorciando e ele está com dificuldades na escola, mas mesmo afastado do velho amigo, é relembrando alguns desafios e aprendizados que teve ao lado de Auggie que Chris encontra algum conforto. Uma linda história sobre o valor da amizade na vida das crianças, uma vivência intensa e marcante.


Plutão é mais uma história de Extraordinário. Neste livro curtinho, mas igualmente fofo e reflexivo, acompanhamos Christopher (o primeiro e grande amigo de August Pullman) ao longo de um dia particularmente difícil. Tudo parece dar errado para esse garoto de 10 anos, que além de precisar lidar com a separação de seus pais, ainda enfrenta problemas escolares.

Chris e Auggie se tornaram amigos muito antes de saber o que isso significava. Chris tinha apenas dois dias de vida quando se conheceram, já Auggie tinha três meses. Eram inseparáveis, embora nem sempre esta tenha sido uma convivência fácil. Chris até podia conviver naturalmente com os problemas de Auggie, mas o mesmo não se podia dizer de seus outros amigos:

Ser amigo do Auggie era bem difícil às vezes.

Quando Chris e sua família precisaram se mudar, os dois até continuaram amigos, mas o distanciamento foi meio inevitável. No entanto, no meio de tantas dificuldades, é essa grande amizade que ressurge para "salvar o dia".

O livro é narrado pelo próprio Chris e acredito que a autora soube expressar os pensamentos de um garoto de 10 anos sem infantilizá-lo demais ou deixá-lo muito adulto. Foi na medida.

A maior mensagem do livro, como o próprio Chris cita, é "repensar o que é importante" em nossas vidas, ou seja, nossa família, nossos verdadeiros amigos, todos aqueles que amamos e que nos fazem felizes. Chris não tinha entendido isso muito bem no começo da história, mas depois de vários "chacoalhões da vida", ele muda seus pensamentos e prioridades.

Não podemos ser amigos só quando é conveniente para a gente. Boas amizades valem um esforcinho a mais!

Assim como recomendo os outros livros da autora, recomendo também Plutão, uma obra muito bonita sobre o valor da amizade! R. J. Palacio sabe como nos encantar e nos comover!


Você também pode conferir as resenhas de:

- Extraordinário
- 365 Dias Extraordinários
- O Capítulo do Julian


Até a próxima, pessoal!


Informações gerais 
Título da obra: Plutão
Autor(a): R. J. Palacio
Ano da edição lida: 2015
Editora: Intrínseca
Páginas: 90
Classificação: ✯✯✯✯

sábado, 18 de abril de 2015

Resenha | Cinquenta tons de liberdade, de E L James

ALERTA DE SPOILER!
VOCÊ FOI AVISADO :)

Sinopse:

Quando Anastasia Steele conheceu o jovem empresário Christian Grey, teve início um sensual caso de amor que mudou a vida dos dois irrevogavelmente. Chocada, intrigada e, por fim, repelida pelas estranhas práticas sexuais de Christian, Ana exige um compromisso mais sério. Determinado a não perdê-la, ele concorda.

Agora Ana e Christian têm tudo: amor, paixão, intimidade, riqueza e um mundo de possibilidades à sua frente. Mas Ana sabe que o relacionamento não será fácil, e a vida a dois reserva desafios que nenhum deles seria capaz de imaginar. Ana precisa se ajustar ao mundo de opulência de Grey sem sacrificar sua identidade. E ele deve aprender a dominar seu impulso controlador e se livrar dos fantasmas do passado.

Quando finalmente parece que a força dessa união vai vencer qualquer obstáculo, o destino muda mais uma vez, e os piores medos de Ana podem se tornar realidade.


Já não há muito o que acrescentar sobre a trilogia, mas vamos lá! Na minha opinião, este foi o livro mais chato. Demorei um tempão para lê-lo. Os dramas do segundo volume já haviam sido mais do que suficientes para a obra toda, então realmente não havia necessidade de enfiar o pé na jaca nesse. Sinceramente? Fiquei saturada de tanto mimimi e dramalhão mexicano - a "história de amor" desses protagonistas parece roteiro produzido pela Televisa, cujas novelas passam duzentas vezes por ano no SBT e parecem sempre a mesma coisa.

Ana e Christian estão casados e felizes, mas como em toda 'boa' fanfic, existe alguém bem disposto a acabar com toda essa felicidade - não, não é nenhuma ex maluca do Sr. Bonitão e Fodidamente Rico Grey. O caso é sério e o desenrolar dos fatos é bem tenso. Além disso, nossa querida protagonista (só que não) tem uma excelente notícia (nenhum dos dois acha isso, a princípio) para dar ao seu adorado marido, mas parece que as coisas não terminam muito bem. Claro que não, afinal, é uma fanfic. Todo mundo come o pão que o diabo amassou na maioria delas.

Os primeiros capítulos são muito chatos, pois há uma repetição exagerada de cenas. Anastasia fica um tempão se martirizando pelas cagadas que ela sempre faz e Christian surta por pouca coisa e age como um adolescente. Tédio. Quase desisti da leitura, mas quem já leu dois lê mais um, certo? Certo.

O que me irritou mesmo - e eu já comentei sobre isso nas outras resenhas -, é o fato de a autora não parar de citar o maldito "inconsciente" e a maldita "deusa interior". É sempre a mesma palhaçada:

"minha deusa interior finalmente desperta e está me olhando por sobre os óculos de leitura" ¬¬'

"meu inconsciente me olha bravo, reprovando minhas atitudes" ¬¬'

Obs.: as citações são inventadas, mas é isso o que acontece em TODOS os livros, pelo menos umas quinhentas vezes por capítulo. Podem acreditar em mim!

Dá nos nervos!

Apesar dos problemas mencionados, até que é um livro razoável. O desfecho é bem óbvio, mas até aí, tudo bem - muitos outros desfechos são óbvios e ninguém reclama. Para quem já leu os dois primeiros volumes, não custa nada ler este também. Quer dizer, depende de quanto vale o seu tempo, né? Aparentemente, o meu não valia muito. :(

Você vai precisar de um pouco de paciência, pois os primeiros capítulos podem mesmo ser muito estressantes. Se eu fosse o inconsciente da Anastasia, já teria pedido demissão no primeiro livro, afinal, não deve ser tarefa fácil conviver com uma pateta feito ela e com uma "parceira de cena" - leia-se deusa interior - que, de vez em quando, agita-se com seus pompons, parecendo uma líder de torcida (entendedores entenderão ¬¬').

Sobre a trilogia como um todo, é aquilo que eu já comentei na primeira resenha: não vai acrescentar nada ao leitor, mas também não vai subtrair. É uma leitura descompromissada, indicada para aquelas pessoas que querem relaxar um pouco, passar umas horas sem se preocupar com conteúdo, literalmente.

Só acho que pelo tanto de repetição e acontecimentos desnecessários que a trama apresenta, dava para ter colocado tudo num livro só. Evitaria a fadiga e o leitor economizaria uma boa grana.

Abraços e até a próxima!


Leia também as resenhas de:

- Cinquenta tons de cinza
- Cinquenta tons mais escuros
 

Informações gerais 
Título da obra: Cinquenta tons de liberdade
Autor: E L James
Ano da edição lida: 2012
Editora: Intrínseca
Páginas: 544
Classificação no Skoob: ✯✯✯✯

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Resenha | Cinquenta tons mais escuros, de E L James

ALERTA DE SPOILER!
VOCÊ FOI AVISADO :)

Sinopse:

Assustada com o lado obscuro do belo e atormentado Christian Grey, Anastasia Steele põe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresário e decide se concentrar em sua carreira: ela acaba de conseguir um emprego em uma editora de livros de Seattle.

Mas o desejo que sente por Christian ainda domina seus pensamentos e, quando ele propõe reatarem o namoro, ela não consegue resistir. Por amor a Ana, Christian está disposto a enfrentar seus demônios interiores. Em pouco tempo, porém, ela descobre segredos do passado de seu amargurado e dominador parceiro que jamais imaginou serem possíveis, e se vê obrigada a tomar uma importante decisão.


Para mim, este é o melhor livro da trilogia. Embora tenha uma quantidade razoável de drama, que normalmente me irrita bastante, a história é realmente envolvente.

Ana e Christian estão separados, pois o estilo de vida dele acaba sendo demais para ela. No entanto, reatam pouco tempo depois. Eles tentam encontrar um ponto de equilíbrio para que o relacionamento satisfaça ambos os lados.

O drama começa quando mulheres do passado de Christian resolvem "colocar as manguinhas de fora" e passam a perturbar a vida do casal. Ana tem alguns problemas em seu emprego e o resultado disso não será muito bom (embora as consequências disso só sejam reveladas efetivamente no terceiro livro). Tudo isso deixa a trama bem interessante e o leitor fica muito curioso para saber o que vai acontecer. Bom, pelo menos eu fiquei.

Algumas partes do passado de Christian são reveladas e passamos e entender um pouco mais sobre seu comportamento e sobre a forma como ele próprio se vê. Alguns fatos são realmente intrigantes. A família Grey aparece com mais frequência e isso é muito bom, pois todos os personagens são muito interessantes. É muito Crepúsculo, hehe...

O problema, novamente, é que as repetições de cenas, diálogos e pensamentos continuam firmes e fortes. A "deusa interior" e o "inconsciente" possuem cargo vitalício na trama. E Anastasia continua fazendo as mesmas idiotices que fazia no primeiro livro. Se você sobreviveu a ele, provavelmente sobreviverá a este também.

Se você leu Cinquenta tons de cinza e gostou (ou achou minimamente interessante), recomendo que leia a continuação. O livro termina numa parte muito boa. Da mesma forma como aconteceu com o anterior, fiquei muito curiosa para ler o próximo.

Em breve soltarei a resenha do último livro da trilogia.

Abraços e até a próxima!


Leia também as resenhas de:

- Cinquenta tons de cinza
- Cinquenta tons de liberdade


Informações gerais 
Título da obra: Cinquenta tons mais escuros
Autor: E L James
Ano da edição lida: 2012
Editora: Intrínseca
Páginas: 512p.
Classificação no Skoob: ✯✯✯

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Resenha | Cinquenta tons de cinza, de E L James

Sinopse:

Quando a estudante de literatura Anastasia Steele entrevista o jovem bilionário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que o deseja e que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Christian admite que também a deseja - mas em seus próprios termos.

Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso - os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família - ele é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Ao embarcar num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos.


Eu sei que toda a Via Láctea já fez resenha sobre Cinquenta tons de cinza, mas quis deixar minha opinião registrada mesmo assim.

Ao ver tanta gente falando mal da trilogia, fiquei muito curiosa para lê-la. Sou dessas: quanto mais você critica negativamente uma coisa, mais quero conhecê-la. Comprei os livros assim que foram lançados, mas só fui lê-los quando estourou a polêmica do filme, o qual não assisti. Farei uma resenha para cada livro, portanto, vamos às minhas impressões sobre o primeiro:

Nesta obra, Anastasia conhece o Sr. Grey porque precisa entrevistá-lo para o jornal de sua Universidade. Sua melhor amiga é quem deveria conduzir a entrevista, mas como ela estava doente, sobrou para a pobre e desajeitada Srta. Steele. Ela cai ao entrar no escritório e amaldiçoa seus "dois pés esquerdos", o que sugere que ela vive caindo. Antes disso, já tinha brigado com seu cabelo, reclamado da sua palidez e dos seus olhos que, segundo ela, eram grandes demais para seu rosto. Ai, minha paciência! O fato é que os dois sentem-se atraídos um pelo outro e ele, que é um dominador no fantástico mundo do sadomasoquismo, tenta de todas as formas transformá-la em sua submissa. Tem até um contrato na jogada, que é transcrito umas 300 vezes ao longo da história. Para mim, o grande dilema do livro é: "Assinar ou não assinar? Eis a questão!".

Resumindo: ele se apaixona por ela, mas ainda desconhece o fato. Oferece à mesma um contrato de submissão. Ela sabe que, por princípios, não deveria aceitar, mas como está apaixonada por ele, fica durante todo o livro em dúvida quanto a isso. Parece chato. E é mesmo.

A trama não é ruim, sejamos justos. Confesso que me surpreendi positivamente, pois eu realmente estava esperando uma bela porcaria, só que o enredo é fraco (bem fraco), isso não dá para negar. O ponto alto da história, a meu ver, é todo o drama e o mistério envolvendo o passado de Christian. Se isso tivesse sido um pouco mais explorado, a coisa teria sido boa.

A burrice da Anastasia me irritou profundamente. Tudo bem ser "ingênua e inocente" (que para mim é a mesma coisa), mas não precisa ser burra. Ela pensava, fazia e falava umas coisas que nem o mais idiota dos seres seria capaz de pensar, fazer e falar. Christian Grey também é bem incoerente. Ficava com aquele mimimi de "não sou homem para você" e "você deveria ficar longe de mim" *Edward Cullen feelings*, mas não deixava a garota em paz, vivia perseguindo a coitada. Não fez muito sentido.

Dizem que o que foi retratado ali não tem nada a ver com sadomasoquismo. Sinceramente, não faço a menor ideia. Mas é fato que as cenas de sexo, se formos analisar a proposta do livro, são bem fracas e repetitivas, mas não sei se isso quer dizer alguma coisa. Aliás, os diálogos, pensamentos e mimimis também são bem repetitivos. Perdi as contas de quantas vezes li "minha deusa interior", "meu inconsciente" e "estou boquiaberta". Cheguei a ficar com vergonha alheia da autora em algumas vezes. Quando lia alguma frase absurda, meu primeiro pensamento era: "nossa, que ridículo!".

O final do livro foi muito bom. A autora soube deixar um excelente gancho para a continuação. Fiquei bem curiosa para ler o segundo.

Como eu disse, o livro não é ruim. Mas não é bom. Portanto, não vou recomendá-lo. Fica a critério de cada um saber se topa ou não encarar uma história com uma proposta como essa. Não acrescenta nada ao leitor, mas também não subtrai. É indiferente.

Aguardem resenhas dos próximos livros da trilogia. Atualizo esta postagem com os links assim que forem ao ar.

Abraços e até a próxima.


Leia também as resenhas de:

- Cinquenta tons mais escuros
- Cinquenta tons de liberdade


Informações gerais 
Título da obra: Cinquenta tons de cinza
Autor: E L James
Ano da edição lida: 2012
Editora: Intrínseca
Páginas: 480p.
Classificação no Skoob: ✯✯✯✯