Mostrando postagens com marcador Editora Valentina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Editora Valentina. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Resenha | Proibido, de Tabitha Suzuma



SINOPSE
Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis.
Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes.
Eles são irmão e irmã.
Com extrema sutileza psicológica e sensibilidade poética, cenas de inesquecível beleza visual e diálogos de porte dramatúrgico, Suzuma tece uma tapeçaria visceralmente humana, fazendo pouco a pouco aflorar dos fios simples do cotidiano um assombroso mito eterno em toda a sua riqueza, mistério e profundidade.
___________________________________________________________________


Eu acho que esse livro, junto com Diário de uma escrava, foi um dos meus maiores desafios literários de 2017. Trata-se de um romance/jovem adulto e não estou acostumada com esse tipo de leitura; além disso, eu já sabia que o final seria muito triste (assisti várias resenhas que enfatizavam esse ponto); para finalizar, o tema abordado não é muito fácil/tranquilo, pois o livro fala de incesto.

Na trama acompanhamos o dia a dia de Lochan e Maya, os dois irmãos mais velhos de uma família de cinco, que lutam com unhas e dentes para mantê-los alimentados, vestidos, estudando e fora do radar da assistência social. O pai constituiu nova família, passou a morar longe e não mantém mais nenhum tipo de contato/apoio, ou seja, é um canalha. A mãe nunca quis ter filhos - esse era o desejo de seu ex-marido -, portanto, ela no mínimo deve acreditar que isso a isenta da responsabilidade de cuidar deles; vive alcoolizada e mora mais na casa do novo namorado do que na própria; além disso, reclama de dar dinheiro para os filhos se manterem vivos; ou seja, canalha também. Preparem-se para sentir muito ódio desses pais lendo essa história. Como a narração é feita em primeira pessoa, ora pelo Lochan, ora pela Maya, podemos perceber como essas responsabilidades de cuidar dos irmãos, da casa e dos próprios estudos os estão afetando e cansando. E é no meio de toda essa confusão que acaba surgindo entre eles o amor romântico.

Achei bem satisfatória a forma como a autora abordou o tema, de maneira bem sutil e até mesmo delicada. Ela deixa claro os aspectos negativos desse tipo de relacionamento (é contra a lei, socialmente inaceitável etc.), mas também "avisa" que, no fim das contas, ninguém tem nada a ver com os relacionamentos alheios (isso principalmente através do ponto de vista de Maya). No entanto, algumas coisas me incomodaram:

1. É perfeitamente compreensível o surgimento desse amor romântico, dá para ver que ele não começou do nada, mas às vezes era cansativo demais acompanhar o drama. Os dois ficavam num lenga-lenga sem fim discutindo a moralidade da situação para não dar em nada. Ora iam enfrentar tudo e todos, ora tinham que terminar tudo; ora iam fazer "A" revolução, mas depois já tretavam e um não queria mais saber do outro. Não tenho muita paciência para esse tipo de história.

2. Lochan sofria de fobia social/depressão e tinha crises de pânico. Achei que a autora podia ter explorado melhor esses problemas psicológicos/psiquiátricos. A narração foi pesada, fez com que nos colocássemos na pele dele, mas aí de repente surge o papo de que "com o tempo isso passa", "você só precisa dar um passo de cada vez, e logo você estará pedindo para falar na sala". Cara, ele tinha problemas sérios!!! Sei lá, achei meio leviano...

3. Precisamos conversar sobre o final. Sim, ele é dolorosamente triste. Não, eu realmente não esperava por aquilo. Conversando com algumas amigas e contando um pouco do livro para elas (que não o leram), elas acharam que aquele era, de fato, o único final possível. Eu não tenho certeza disso. Acho que a autora optou pelo caminho mais fácil, pois daquela forma ela não precisava enfrentar o problemão que ela criou durante a trama toda. A intenção da autora não era discutir propriamente o incesto, mas mesmo assim, acho que a história merecia um final melhor.

O livro é bom, traz uma discussão interessante, nos tira da zona de conforto, mas ao mesmo tempo falta sustância para se manter firme e forte. Fica aí a indicação pela relevância, pois nos faz refletir sobre se realmente temos o direito de nos metermos nos relacionamentos alheios e o quanto nossas interferências podem afetar negativamente a vida do outro.

Leia com a mente aberta!!

Até a próxima!
___________________________________________________________________


INFORMAÇÕES GERAIS:
Título da obra: Proibido: como uma coisa errada pode parecer tão certa?
Autor(a): Tabitha Suzuma
Ano da edição lida: 2014 
Editora: Valentina
Páginas: 304
Classificação: 
✯✯✯✯✯

sexta-feira, 10 de março de 2017

Book Haul | Fevereiro de 2017

Olá, pessoal! Tudo bem com você?

Hoje trago para vocês os livros que comprei em fevereiro. Aproveitei uma promoção de e-books da Amazon (acho que era aniversário da empresa, não lembro direito) e comprei três livros que não estavam na minha lista de desejados, mas me interessei por eles tão logo li as sinopses. Segue a lista:

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬



O ANO EM QUE DISSE SIM,
de Shonda Rhimes


[Sinopse] Um livro motivador da aclamada e premiada criadora e produtora executiva dos sucessos televisivos Grey’s Anatomy, Private Practice e Scandal, e produtora executiva de How to Get Away with Murder.
Você nunca diz sim para nada. Foram essas seis palavras, ditas pela irmã de Shonda durante uma ceia de Ação de Graças, que levaram a autora a repensar a maneira como estava levando sua vida. Apesar da timidez e introversão, Shonda decidiu encarar o desafio de passar um ano dizendo “sim” para as oportunidades que surgiam. Os “sins” iam desde cuidar melhor de sua saúde até aceitar convites para participar de talk shows e discursos em público. Além disso, Shonda deu um difícil passo: dizer sim ao amor próprio e ao seu empoderamento. Em O Ano em que disse sim, Shonda Rhimes relata, com muito bom humor, os detalhes sobre sua vida pessoal, profissional e como mergulhar de cabeça no “Ano do Sim” transformou ambas e oferece ao leitor a motivação necessária para fazer o mesmo em sua vida.



EU SOU A LENDA,
de Richard Matheson


[Sinopse] Uma impiedosa praga assola o mundo, transformando cada homem, mulher e criança do planeta em algo digno dos pesadelos mais sombrios. Nesse cenário pós-apocalíptico, tomado por criaturas da noite sedentas de sangue, Robert Neville pode ser o último homem na Terra. Ele passa seus dias em busca de comida e suprimentos, lutando para manter-se vivo (e são). Mas os infectados espreitam pelas sombras, observando até o menor de seus movimentos, à espera de qualquer passo em falso... Eu sou a lenda, é considerado um dos maiores clássicos do horror e da ficção científica, tendo sido adaptado para o cinema três vezes.




 




PROIBIDO,
de Tabitha Suzuma


[Sinopse] Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis.
Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes.
Eles são irmão e irmã.
Com extrema sutileza psicológica e sensibilidade poética, cenas de inesquecível beleza visual e diálogos de porte dramatúrgico, Suzuma tece uma tapeçaria visceralmente humana, fazendo pouco a pouco aflorar dos fios simples do quotidiano um assombroso mito eterno em toda a sua riqueza, mistério e profundidade.


▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬


Desses livros já li O ano em que disse sim, de Shonda Rhimes, e gostei bastante. Gostaria de ler os próximos em breve, mas acredito que isso não será possível, pois ainda tenho muitos livros da minha meta literária maluca para ler! :D Mas tamo aí na luta! kkkkk

Até a próxima!